ATRASOU 1 PARCELA? RISCO DE BUSCA E APREENSÃO

ATRASOU 1 PARCELA? RISCO DE BUSCA E APREENSÃO

RISCO DE BUSCA E APREENSÃO: Atrasou a parcela do financiamento e está com medo de perder o carro? Entenda como funciona a busca e apreensão, quais os prazos reais, seus direitos e como agir para proteger seu veículo.

Sabe aquele aperto no peito que surge no exato momento em que você percebe que o boleto do carro venceu e o dinheiro não caiu na conta? Se você já passou por isso, saiba que não está sozinho. Esse é um dos medos mais comuns entre os brasileiros, afinal, o financiamento de veículos é uma das modalidades de crédito mais utilizadas no país, mas também é a que mais gera processos judiciais.

A primeira coisa que passa pela cabeça é: “Será que o guincho vai aparecer na minha porta amanhã?”. O pânico é compreensível, mas, calma, as coisas não funcionam de forma tão imediata assim. Existe um rito legal, um passo a passo que o banco precisa seguir antes de efetivamente tirar o seu bem de você.

Neste post, vamos conversar sobre o que é a busca e apreensão, quais são os prazos reais que você tem, o que é mito e o que é verdade nessa história toda. Ao final desta leitura, você saberá exatamente como agir para não ser pego de surpresa e, principalmente, como proteger o seu veículo.

2. O QUE É BUSCA E APREENSÃO?

Para entender o risco, primeiro precisamos entender o nome do “problema”. A busca e apreensão é uma ação judicial. Isso significa que o banco não pode simplesmente decidir pegar o carro de volta por conta própria; ele precisa pedir autorização para um juiz.

A base de tudo isso é o Decreto-Lei 911/69, que regula o que chamamos de alienação fiduciária. Mas o que isso significa na prática? Significa que, enquanto você não paga a última parcela do financiamento, o veículo não é tecnicamente seu. Ele está em seu nome, mas a propriedade pertence ao banco como garantia do pagamento. O carro é o “refém” da dívida.

A grande diferença entre a busca e apreensão e um processo comum de cobrança é a velocidade. Em uma dívida comum, o banco teria que te processar, esperar anos, tentar penhorar suas contas e só depois tentar pegar algum bem. Na busca e apreensão, como o carro já é a garantia, o juiz pode conceder uma liminar (uma decisão provisória e rápida) autorizando a retirada do veículo antes mesmo de você ser ouvido no processo.

É por essa agilidade que os bancos adoram essa modalidade. Eles não querem esperar. Mas, para chegar nesse ponto, eles precisam cumprir algumas regras que muitas vezes o consumidor desconhece.

3. QUANTOS DIAS DE ATRASO O BANCO PRECISA ESPERAR?

Esta é a pergunta do milhão: “Com quantos dias de atraso o banco pode tomar meu carro?”.

Pela lei, o banco já poderia, teoricamente, iniciar o processo com apenas um dia de atraso. No entanto, a justiça entende que o banco deve comprovar a sua “mora” (o seu atraso). Na prática do mercado, dificilmente uma instituição ajuíza uma ação antes de 15 dias de atraso. A maioria espera entre 30 a 90 dias, tentando primeiro uma negociação amigável por telefone ou e-mail.

Mas atenção: o banco precisa provar para o juiz que tentou te avisar. Aqui entra a Súmula 479 do STJ. Se o seu contrato é mais antigo (antes de 2014), a regra era bem rígida sobre o envio de uma carta registrada. Para contratos assinados após 2014, a regra ficou mais flexível para os bancos: basta que eles enviem a notificação para o endereço que você forneceu no contrato. Se você mudou de casa e não avisou o banco, a notificação enviada para o endereço antigo é considerada válida.

Portanto, o atraso de uma única parcela raramente gera uma busca e apreensão imediata na primeira semana. O banco tem custos com advogados e custas processuais, então ele geralmente tenta te cobrar de outras formas antes de partir para a briga judicial.

4. MITO OU VERDADE: ATRASOU, PERDEU O CARRO?

Existem muitas lendas urbanas sobre esse assunto. Vamos colocar os pingos nos is:

 MITO: “Atrasou uma parcela, no dia seguinte o banco toma o carro.”
VERDADE: Como vimos, o banco precisa entrar na justiça, o que leva tempo. Entre o atraso e a chegada do oficial de justiça, costuma haver uma janela de alguns meses.

 MITO: “Se o oficial de justiça bater e ninguém abrir, ele não leva o carro.”
 REALIDADE: Se o carro estiver na rua, ele será levado. Se estiver na garagem e o oficial tiver uma ordem de arrombamento (que os juízes costumam dar em casos de resistência), ele pode entrar e levar o bem. Esconder o carro pode até piorar sua situação jurídica.

 MITO: “Depois que tomam o carro, a dívida acaba.”
 REALIDADE: Este é um erro perigoso. O banco vai leiloar o carro. Se o valor do leilão não pagar o total da dívida (incluindo juros e custos dos advogados do banco), você continuará devendo o restante e poderá ter suas contas bloqueadas.

MITO: “Se eu pagar as parcelas atrasadas, não perco o carro depois da apreensão.”
 VERDADE: Existe o chamado Direito de Remição. Se o carro for apreendido, você tem até 5 dias para pagar o valor TOTAL da dívida (não só as atrasadas, mas tudo o que falta para quitar) para ter o carro de volta.

A Timeline Real do Processo:

  1. Parcela vence.
  2. Banco liga cobrando (15 a 90 dias de tolerância).
  3. Banco protocola a ação na justiça.
  4. Juiz concede a liminar (pode levar de 1 a 15 dias).
  5. Oficial de justiça sai com o mandado para localizar o veículo.
  6. Apreendem o veículo e citam você oficialmente.

5. O QUE ACONTECE DEPOIS DA APREENSÃO?

Se o pior aconteceu e o oficial de justiça levou o veículo, o relógio começa a correr contra você. O carro será levado para um pátio credenciado pelo banco.

A partir do momento em que o veículo é apreendido, você será “citado”. Isso significa que você recebe um documento oficial dizendo que o processo existe. Você tem 5 dias úteis para pagar a dívida integral se quiser o carro de volta. Se você conseguir esse dinheiro, o juiz determina a devolução do bem.

Se você não pagar nesse prazo, o banco se torna o dono definitivo do carro e pode vendê-lo em leilão. É aqui que mora o perigo: em leilões, os carros costumam ser vendidos por valores bem abaixo da tabela FIPE. Se o carro valia 50 mil, mas foi vendido por 30 mil e sua dívida era de 40 mil, você ainda deve 10 mil ao banco, mesmo sem o carro.

Se, por um milagre, o carro for vendido por um valor maior que a sua dívida, o banco é obrigado a te devolver a diferença. Mas, sejamos sinceros, isso é extremamente raro na prática.

6. COMO EVITAR A BUSCA E APREENSÃO?

Não espere o oficial de justiça bater à sua porta. Se o dinheiro apertou, tome as rédeas da situação:

  1. Não ignore o banco: Atenda as ligações. Quando você some, o banco entende que você não quer pagar e acelera o processo judicial. Negociar demonstra boa-fé.
  2. Tente a renegociação: Peça para parcelar o atraso ou jogar as parcelas vencidas para o final do contrato. Muitos bancos aceitam isso para evitar o custo de um processo.
  3. Portabilidade de dívida: Se os juros estão muito altos, você pode tentar levar sua dívida para outro banco que ofereça taxas menores. Isso reduz o valor da parcela e ajuda a manter o pagamento em dia.
  4. Venda o veículo você mesmo: Se você percebeu que não vai conseguir pagar, venda o carro de forma particular. Você conseguirá um valor muito próximo à tabela FIPE, quita o banco e, quem sabe, ainda sobra um troco. É muito melhor do que deixar ir para leilão.
  5. Procure ajuda especializada: Se você já recebeu uma notificação ou sabe que o processo foi aberto, um advogado pode analisar se o banco seguiu todas as regras. Às vezes, uma falha na notificação pode anular todo o processo de busca e apreensão.

7. E SE OS JUROS DO CONTRATO FOREM ABUSIVOS?

Aqui está um ponto que pode ser a sua salvação. Muitos contratos de financiamento no Brasil contêm o que chamamos de anatocismo (juros sobre juros) de forma ilegal.

Se o seu contrato não prevê de forma clara e expressa a capitalização mensal de juros, o banco está cobrando a mais de você. Na sua defesa contra a busca e apreensão, você pode alegar que a dívida está errada porque os juros são abusivos.

É possível que isso reduza o que você deve e, em alguns casos, até suspenda a busca e apreensão enquanto o juiz calcula o valor correto.

Lembre-se: discutir juros abusivos não apaga a dívida, mas coloca você em uma posição de igualdade para negociar com o banco e evitar perder o seu patrimônio por uma cobrança injusta.

8. CONCLUSÃO

Passar por dificuldades financeiras não é crime, e atrasar uma parcela não te torna um “perdedor”. O susto de uma possível busca e apreensão é grande, mas agora você sabe que tem direitos e, principalmente, tempo para agir.

Recapitulando: o banco não toma o carro no dia seguinte ao atraso; ele precisa te notificar e entrar na justiça. Você tem prazos para pagar, para se defender e para questionar abusos. O segredo é não entrar em pânico, mas sim entrar em ação. Informe-se, negocie e, se necessário, busque auxílio jurídico para garantir que o banco jogue dentro das quatro linhas da lei.

Dúvidas Frequentes:

O banco pode mandar apreender meu carro sem me avisar? Depende. Ele precisa enviar uma notificação para o seu endereço cadastrado. Se ele enviou e você não recebeu porque mudou de endereço, a justiça considera que você recebeu o aviso.

Vale a pena pagar um advogado para valores pequenos? Muitas vezes sim. Um advogado pode identificar taxas abusivas que, somadas, superam em muito o valor dos honorários, além de garantir que você não perca o carro indevidamente.

Perdi o carro e ainda estou devendo, o que fazer? Você deve tentar uma negociação do saldo remanescente. O banco sabe que é difícil receber de quem já perdeu o bem, então costumam aceitar acordos com bons descontos para quitar o que sobrou.

Financiamento Justo: Chega de Juros

Financiamento Justo: Chega Juros

Financiamento Justo:Cansado de pagar juros abusivos? Descubra como garantir um financiamento justo, as taxas ideais e seus direitos para não ser explorado. Aprenda a combater juros altos e proteja seu bolso!

Seja para adquirir a casa própria, aquele carro que você tanto sonha, dar o pontapé inicial em um negócio ou até mesmo para realizar um sonho de viagem ou estudo, o financiamento é, para muitos brasileiros, uma ferramenta essencial. Ele nos permite alcançar objetivos que, de outra forma, demorariam muito para se concretizar. No entanto, o que deveria ser um caminho para a realização pode, muitas vezes, se transformar em um verdadeiro pesadelo quando os juros se tornam uma carga insustentável.

O mercado financeiro, por vezes, nos apresenta taxas de juros elevadas e condições que podem parecer desfavoráveis, gerando endividamento e frustração. A falta de informação sobre o que realmente constitui um “financiamento justo” coloca muitos de nós em desvantagem, fazendo-nos aceitar condições que não são as ideais.

Mas chega! Este artigo é um guia completo para você que busca um financiamento com condições equitativas. Vamos desmistificar o mundo dos juros, ensinar a identificar taxas abusivas e apresentar estratégias eficazes para você negociar, comparar e garantir que seu próximo financiamento seja realmente justo. É hora de dizer “chega” aos juros exorbitantes e proteger o seu bolso!

O Que Significa um “Financiamento Justo”?

Antes de mais nada, o que exatamente queremos dizer com “financiamento justo“? Não é um conto de fadas onde não há juros – afinal, o custo do dinheiro é real. Um financiamento justo é aquele que oferece:

  • Taxas de juros transparentes: Você entende claramente como os juros são calculados e o que está pagando.
  • Taxas alinhadas à realidade do mercado: As taxas praticadas estão dentro da média para a modalidade de crédito e para o seu perfil, sem grandes desvios injustificáveis.
  • Condições claras: Sem cláusulas abusivas ou cobranças indevidas “escondidas” nas entrelinhas do contrato.
  • Benefícios: Ele permite a sustentabilidade da dívida, ou seja, você consegue pagar sem comprometer seu orçamento; resulta em um menor custo total ao final do contrato; e proporciona tranquilidade financeira, ajudando na realização dos seus objetivos sem estresse.

Um financiamento transparente é um direito seu!

Desvendando os Juros: Componentes e Fatores

Para lutar por um financiamento justo, precisamos entender como os juros funcionam e o que influencia suas taxas.

Juros Nominais vs. Juros Efetivos: A importância de olhar o Custo Efetivo Total (CET)

  • Juros Nominais: É a taxa de juros que aparece nos anúncios.
  • Juros Efetivos: Inclui todas as taxas, encargos, impostos e seguros obrigatórios. O verdadeiro valor que você pagará pelo crédito está no Custo Efetivo Total (CET). Por isso, sempre peça o CET e compare propostas por ele! em suma, é a melhor forma de ter uma visão real do custo do seu dinheiro.

Fatores que Influenciam as Taxas:

  • Taxa Selic (juros básicos da economia): A Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Em resumo, quando ela sobe, o custo do dinheiro aumenta para os bancos, que repassam isso para os empréstimos e financiamentos. Por isso, a taxa Selic e financiamento andam de mãos dadas.
  • Risco do cliente: Seu score de crédito, histórico de pagamentos, renda e nível de endividamento influenciam na taxa.  Nesse sentido, um perfil de baixo risco geralmente consegue juros mais baixos.
  • Inflação: Além disso, a inflação corrói o poder de compra do dinheiro. Por isso, bancos precisam compensar essa perda.
  • Custos administrativos do banco: Isso inclui lucro do banco, impostos, seguros e outras despesas operacionais.
  • Tipo de crédito: Um crédito imobiliário costuma ter taxas mais baixas que um empréstimo pessoal ou o rotativo do cartão, pois envolve garantias mais sólidas e prazos mais longos. O financiamento de carro também tem suas particularidades.

Nesse sentido, entender o que são juros e seus componentes é o primeiro passo para não ser pego de surpresa.

Como Identificar Juros Abusivos e Injustos

Afinal, como saber se os juros que estão te cobrando são realmente abusivos? A informação é sua melhor amiga!

Comparação com a Média de Mercado:

  • Utilize o site do Banco Central: Ele divulga mensalmente as taxas de juros médias praticadas por todas as instituições financeiras para cada modalidade de crédito. Faça isso! Consulte a tabela juros Banco Central e veja qual é a média para o tipo de financiamento que você busca.
  • Analise se a taxa oferecida: Ainda mais, se a taxa que estão te oferecendo está significativamente acima dessa média, é um forte indício de que pode haver abuso.

Cláusulas Contratuais Suspeitas:

  • Juros capitalizados diariamente (anatocismo): A cobrança de juros sobre juros é um tema delicado. Embora em alguns casos seja permitida (especialmente em contratos de longo prazo como o financiamento), se a forma de capitalização torna a dívida impagável, isso pode ser questionado. Por isso, fique atento ao termo “anatocismo financiamento“.
  • Taxas e tarifas não informadas previamente: Além disso, cobranças extras que surgem “do nada” ou que não foram devidamente explicadas antes da contratação são um alerta.
  • Seguros e serviços “casados”: A venda casada (condicionar a concessão do crédito à contratação de outro serviço ou seguro) é proibida. Logo, você deve ter a opção de recusar.

Simulação e Custo Total:

  • Faça simulações e compare o valor final: Sempre peça uma simulação completa e compare o valor total a ser pago com o valor emprestado. Um financiamento de R$10.000 que, no final, te custa R$30.000 pode ser um grande problema.

Conhecer as cláusulas abusivas contrato é crucial.

Estratégias para Conquistar um Financiamento Justo

Agora que você sabe identificar o problema, vamos à solução! Conquistar um financiamento justo exige pesquisa, preparação e negociação.

7.1. Pesquise e Compare Exaustivamente

Nunca, em hipótese alguma, feche negócio na primeira oferta. Além disso, o mercado financeiro é vasto. Então, consulte diferentes bancos, cooperativas de crédito e fintechs.

Além disso,  use simuladores online de financiamento e, ao pedir propostas, exija que elas venham detalhadas, com o CET. É a única forma justa de comparar.

7.2. Melhore Seu Score de Crédito

Um bom score de crédito é seu cartão de visitas para o banco. Em suma, ele indica que você é um bom pagador e representa um menor risco de inadimplência, o que automaticamente se traduz em melhores taxas de juros.

Por isso, pague suas contas em dia, ative o Cadastro Positivo (onde seu histórico de bom pagador é registrado) e evite fazer muitas consultas ao seu CPF em um curto espaço de tempo. Um score alto juros baixos andam juntos.

7.3. Negocie as Condições

 Não aceite a primeira proposta como se fosse final. Bancos são flexíveis, especialmente com bons clientes. Mostre as propostas da concorrência, use seu bom histórico e as taxas de mercado (do Banco Central) como argumento para como negociar financiamento, buscando juros bancários mais vantajosos.

Entenda a diferença entre tabela SAC Price x Tabela Fipe. Pergunte sobre todas as opções de tabela de amortização.

7.4. Considere a Portabilidade de Crédito

Se você já tem um financiamento em andamento com juros altos, não se prenda a ele. Avalie a portabilidade financiamento, ou seja, transferir sua dívida para outra instituição que ofereça melhores condições.

 Verifique os custos envolvidos na portabilidade (taxas, impostos) para garantir que a economia nos juros realmente compense.

7.5. Faça uma Boa Entrada

 Quanto maior o valor que você der de entrada em um financiamento (seja de imóvel ou veículo), menor será o valor financiado e, consequentemente, menor o risco para o banco. Isso pode se traduzir em juros mais baixos.

Se possível, poupe um pouco mais antes de fechar o negócio. Uma entrada robusta pode diminuir juros financiamento significativamente.

Seus Direitos e Como Recorrer

Você não está desprotegido. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) e outros órgãos estão aqui para proteger seus direitos consumidor financiamento.

  • Código de Defesa do Consumidor (CDC): Ele é seu aliado contra práticas abusivas, protegendo você de cláusulas injustas, publicidade enganosa e falta de transparência.
  • Órgãos de Proteção:
    • Procon: Para registrar denúncias e reclamações sobre práticas abusivas.
    • Banco Central: Além de divulgar as taxas médias, você pode registrar reclamações sobre bancos e financeiras.
  • Ação Revisional: Em casos de juros comprovadamente abusivos, é possível buscar a ação revisional de juros judicialmente. Nesses processos, um juiz pode determinar a adequação das taxas à realidade do mercado.
  • Documentação: Guarde absolutamente todos os contratos, extratos bancários, comprovantes de pagamento e qualquer comunicação com a instituição financeira. Eles são suas provas e serão cruciais em caso de necessidade de recurso. Denunciar juros abusivos é um direito!

Planejamento Financeiro para um Futuro Livre de Juros Abusivos

A melhor defesa contra os juros abusivos é um bom planejamento financeiro pessoal.

  • Orçamento Pessoal: Saiba exatamente para onde seu dinheiro está indo. Controle suas finanças para evitar surpresas e manter seus pagamentos em dia.
  • Reserva de Emergência: Ter um fundo de reserva de emergência é vital. Ele te protege contra imprevistos, evitando que você precise recorrer a créditos urgentes e caros, que geralmente vêm com juros mais altos.
  • Educação Financeira Contínua: Invista em você! Mantenha-se atualizado sobre o mercado, suas opções e como funcionam as finanças. Quanto mais informado, menos propenso você estará a cair em armadilhas de juros altos.

 

 

 

 

Renegociar e Evitar a Busca e Apreensão: Saiba Como

Renegociar e Evitar a Busca e Apreensão: Saiba Como resolver Dívidas com Veículos

” Renegociar e Evitar a Busca e Apreensão: Descubra estratégias eficazes para renegociar dívidas de financiamento de veículos, proteger seus direitos e manter seu carro.”

Se você está atolado em dívidas relacionadas ao financiamento do seu veículo, este post é para você. Além disso, nós vamos te explicar como renegociar essas dívidas com o banco e, mais importante, como evitar a temida busca e apreensão do veículo

Neste guia,  você vai descobrir o que é a busca e apreensão, os seus direitos, as melhores estratégias para negociar com a financeira, como se prevenir e os erros mais comuns a serem evitados.Retome o controle da sua vida financeira! Acompanhe!

1. O que é Busca e Apreensão de Veículo e Como Funciona?

Em suma, a busca e apreensão é uma medida judicial usada pelos bancos e financeiras para retomar veículos de contratos de financiamento inadimplentes.  Por isso, entenda quando e como isso pode acontecer:

Quando você financia um veículo, ele geralmente fica em alienação fiduciária, ou seja, o banco é o proprietário legal até a quitação total da dívida. Ou seja, se você atrasar as parcelas, o banco pode entrar com uma ação judicial para reaver o bem.

Geralmente, o processo de busca e apreensão pode ser iniciado após o atraso de uma única parcela, dependendo do contrato. Dessa forma, antes da apreensão, a financeira deve enviar uma notificação formal, via cartório, para o seu endereço registrado, comprovando a sua mora (atraso no pagamento). Ignorar essa notificação é um erro grave, pois ela comprova que você foi avisado da sua inadimplência.

Importante: Diferente do imóvel de família, o veículo não é considerado bem de família para fins de impenhorabilidade, o que torna o processo de busca e apreensão mais direto para o credor.

Para saber mais sobre as consequências de não pagar o financiamento do carro, continue lendo.

2.Como Renegociar e Evitar a Busca e Apreensão:  Entenda Seus Direitos Antes de Negociar

Conhecer seus direitos do consumidor dívidas de veículos é o primeiro passo para uma renegociação bem-sucedida. Contudo, o consumidor tem direito a ser notificado formalmente sobre o processo de atraso e a renegociação é sempre uma possibilidade antes que a situação se agrave.

Saiba que você pode e deve buscar uma solução amigável. Porém, antes de iniciar a renegociação, reúna os seguintes documentos úteis:

* Cópias do contrato de financiamento original.
  • Extratos e faturas antigas para verificar pagamentos já realizados.
  • Comprovantes de pagamentos feitos.
  • Qualquer correspondência ou notificação enviada pela financeira.

Ter esses documentos em mãos facilita a análise da sua situação e ajuda a embasar suas propostas.

 

3. Estratégias Para Renegociar Dívidas do Veículo

Para renegociar suas dívidas de forma eficaz, siga estas estratégias:

* Revise o contrato: Analise cuidadosamente o contrato de financiamento. Além disso, verifique as cláusulas de juros, multas e encargos por atraso. Em suma, entender o valor real devido e identificar possíveis cobranças abusivas pode ser crucial para sua argumentação.
  • Entre em contato com a financeira: Não espere a situação piorar. Procure o banco ou a financeira o quanto antes. Além disso, explique sua situação e peça propostas de parcelamento, alongamento do prazo ou, em alguns casos, até um abatimento no valor total da dívida em troca de um pagamento à vista ou de uma entrada maior.
  • Considere a portabilidade de crédito: Do mesmo modo, pesquise outras instituições financeiras. em outras palavras, migrar a dívida para outro banco com juros menores e condições de pagamento mais flexíveis pode reduzir significativamente suas parcelas e o custo total do financiamento.
  • Busque apoio jurídico: Contudo, em casos mais complexos, a intervenção de um advogado especializado em direito do consumidor pode ser muito útil. Como resultado, um profissional pode analisar seu contrato, identificar irregularidades e negociar em seu nome, garantindo que seus direitos sejam respeitados e buscando as melhores condições de renegociação.

 

4. Como Renegociar e Evitar a Busca e Apreensão: Como Evitar a Busca e Apreensão?

A melhor defesa é a prevenção. Adote estas medidas para evitar a busca e apreensão:

* Renegocie dívidas de forma antecipada: Assim que perceber que terá dificuldades para pagar, não hesite em procurar a financeira. Quanto antes você agir, mais opções de renegociação terá e menor será o risco de medidas judiciais.
  • Não ignore notificações formais: Recebeu um aviso do banco ou do cartório? Não jogue fora ou ignore. Leia atentamente e procure entender o próximo passo. Esse é o momento de agir rapidamente.
  • Medidas administrativas emergenciais: Se o veículo já estiver em risco de ser apreendido (por exemplo, após a notificação extrajudicial), ainda há tempo para tentar uma negociação direta com o banco para suspender a ação judicial, oferecendo um pagamento de algumas parcelas ou uma proposta de quitação.

 

5. Como Renegociar e Evitar a Busca e Apreensão: Benefícios de Uma Renegociação Amigável

A renegociação é uma solução de ganha-ganha, trazendo vantagens ambas as partes:

Para o consumidor: 

Primeiro, evita restrições no CPF (como negativação nos órgãos de proteção ao crédito).  Além disso, continua com  a posse do veículo, que muitas vezes é essencial para o trabalho ou dia a dia.  Da mesma forma, garante melhores condições financeiras, adequando a dívida ao seu orçamento atual. Por fim, preserva seu histórico de crédito.

 

Para a financeira:

Recebe o valor devido, mesmo que em condições diferentes, evitando a inadimplência total, economiza recursos jurídicos e tempo que seriam gastos em processos de busca e apreensão, além disso, mantém um bom relacionamento com o cliente.

 

6. Como Renegociar e Evitar a Busca e Apreensão: Erros Comuns 

Evitar estes erros pode facilitar muito o processo de renegociação:

* Não acompanhar e-mails e notificações da financeira: Ignorar a comunicação do banco só piora a situação. Mantenha seus dados de contato atualizados e responda prontamente às tentativas de contato.
  • Propor valores irreais na renegociação: Seja realista sobre o que você pode pagar. Propostas muito abaixo do valor devido ou de parcelas inviáveis podem ser recusadas de imediato pela financeira.
  • Achar que a dívida desaparecerá com o tempo: Dívidas não somem. Elas podem gerar juros, multas, restrições no seu nome e, no caso de financiamentos de veículos, levar à perda do bem através da busca e apreensão. O problema só aumenta se você não enfrenta.

 

Quer mais dicas sobre renegociação e direitos do consumidor? Então,  acompanhe nosso blog e tenha acesso a todos os conteúdos!