Juros Rotativos: Como Negociar com a Administradora do Seu Cartão

Juros Rotativos: Como Negociar com a Administradora do Seu Cartão

Os juros rotativos dos cartões de crédito são conhecidos como um dos maiores vilões das finanças pessoais dos brasileiros. De acordo com dados recentes, as taxas podem ultrapassar 300% ao ano, comprometendo significativamente o orçamento familiar. Ao cair na armadilha do crédito rotativo, os consumidores enfrentam dificuldades para quitar suas dívidas, gerando um ciclo de endividamento contínuo. Este post  tem como objetivo esclarecer o que são os juros rotativos e apresentar estratégias simples e eficazes para negociar com as administradoras de cartão, aliviando o peso financeiro sobre os consumidores.

Boa leitura!

 

O Que São Juros Rotativos?

Os juros rotativos são uma forma de juros cobrados sobre o saldo devedor do seu cartão de crédito quando você não paga o valor total da fatura até a data de vencimento. Funciona assim: se você opta por pagar apenas uma parte da sua fatura, o restante do valor entra no crédito rotativo. Esse valor sofre incidência de juros muito altos, tornando a dívida mais cara a cada mês que passa sem ser quitada totalmente.

 

Juros Rotativos: Como Funcionam no Contexto dos Cartões de Crédito

Vamos imaginar que sua fatura seja de R$ 1.000. Se você pagar apenas R$ 500, os R$ 500 remanescentes serão incorporados ao crédito rotativo. No próximo mês, esse valor não pago será acrescido de juros, que podem ser superiores a 10% ao mês! Ao pagar somente o valor mínimo ou não saldar a fatura integralmente, a dívida pode se multiplicar rapidamente devido a esses juros.

 

Impacto Financeiro

Para ilustrar o impacto dos juros rotativos, vejamos um exemplo simples: suponha que você tenha uma dívida rotativa de R$ 1.000 com uma taxa de juros de 12% ao mês.

Mês 1: Dívida inicial de R$ 1.000.

# 2: Sem pagamento adicional, a dívida cresce para R$ 1.120 (R$ 1.000 x 0,12 + R$ 1.000).

 3º mês: Se os juros seguirem acumulando sem pagamento, a dívida vai para R$ 1.254,40.

Em apenas três meses, sua dívida aumentou em mais de 25% devido aos juros rotativos. Essa espiral de crescimento da dívida é uma realidade para muitos consumidores, causando sérias consequências nas finanças pessoais.

 

Impacto Real nas Finanças

Os juros rotativos podem comprometer severamente o orçamento doméstico. Além disso, muitas vezes,  recorremos ao crédito rotativo por falta de planejamento ou emergências. Contudo, a longo prazo, essa decisão pode levar a:

Desequilíbrio Financeiro: As dívidas crescentes podem consumir uma porcentagem significativa da renda mensal, reduzindo a capacidade de poupar ou fazer novos investimentos.

Estresse e Insegurança: Além disso, o aumento contínuo da dívida pode causar ansiedade e incerteza quanto à capacidade de recuperação financeira.

 

De acordo com dados do Banco Central, o Brasil tem uma das taxas de juros mais altas do mundo no setor de crédito rotativo, tornando vital que os consumidores compreendam esses mecanismos para evitar armadilhas financeiras. Nesse sentido, a conscientização e o planejamento são fundamentais para evitar o efeito bola de neve dos juros rotativos no orçamento pessoal.

 

Juros Rotativos: Por Que é Importante Negociar os Juros do Cartão?

Negociar os juros do cartão de crédito pode ser uma estratégia crucial para alcançar estabilidade financeira. Por isso, ao renegociar, você não só reduz o impacto imediato no seu bolso, mas também melhora sua saúde financeira a longo prazo. Vejamos como isso é possível:

 

Redução de Dívidas

Diminuição do Saldo Devedor: Ao negociar as taxas de juros do seu cartão, é possível reduzir substancialmente o montante total que você deve. Isso acontece porque, com juros mais baixos, uma parcela maior do seu pagamento mensal é destinada ao pagamento do principal da dívida, e não aos encargos financeiros. Por exemplo:

Antes da Negociação: Com uma dívida de R$ 5.000 a 12% ao mês, você pagaria R$ 600 em juros mensais.

Após a Negociação: Se conseguir reduzir os juros para 6% ao mês, o valor em juros cairia para R$ 300 mensais.

Consequências Positivas: Ao reduzir o volume de juros pagos, você pode amortizar mais rapidamente o saldo devedor, liberando recursos financeiros para outras necessidades, como investimentos ou criação de um fundo de emergência. A diminuição da dívida também alivia a carga mental, diminuindo o estresse relacionado às finanças pessoais.

 

Melhoria do Score de Crédito

Impacto na Pontuação de Crédito: Uma boa gestão do crédito e a quitação de dívidas mensais contribuem para a melhoria do seu score de crédito. O score é um indicador usado por instituições financeiras para avaliar o risco de conceder empréstimos e crédito a você.

 

Pagamento Regular: Quando você negocia e começa a pagar regularmente suas dívidas, demonstra capacidade de cumprir compromissos financeiros.

Redução do Utilização do Crédito: Diminuir o saldo devedor significa que você está utilizando uma menor porcentagem do crédito disponível, o que é visto como positivo pelas agências de crédito.

Benefícios de um Bom Score: Um score de crédito mais alto pode abrir portas para novas oportunidades financeiras, como a obtenção de empréstimos com taxas de juros mais baixas, aumento do limite de crédito e até mesmo melhores condições para financiamentos. Isso significa que uma boa negociação hoje pode refletir em economias ainda maiores no futuro.

 

Passos para Negociar os Juros Rotativos

Negociar os juros rotativos do seu cartão de crédito pode parecer uma tarefa desafiadora, mas com a preparação adequada, você pode alcançar condições mais favoráveis. Abaixo, apresento um guia passo a passo para ajudá-lo nesse processo:

 

Preparação Antecipada

Avalie Suas Finanças

Antes de iniciar qualquer negociação, é fundamental ter uma visão clara da sua situação financeira. Aqui estão algumas dicas para ajudá-lo nesse processo:

 

Faça um Levantamento dos Seus Gastos: Analise todos os seus gastos mensais e identifique onde parte de sua renda está sendo destinada. Isso inclui despesas fixas, variáveis e quaisquer débitos pendentes.

 

Verifique o Saldo de Dívidas: Liste todas as suas dívidas atuais, incluindo o total devido no cartão de crédito. Entender o tamanho do desafio ajuda a definir metas realistas para pagamento.

 

Defina um Orçamento Realista: Com base em suas receitas e despesas, estabeleça um orçamento que permita saldar suas dívidas sem comprometer suas necessidades básicas.

 

Dica: Use aplicativos de finanças pessoais para monitorar melhor seu fluxo de caixa e identificar potencial de corte nos gastos.

 

Reúna Documentação Necessária

Ter a documentação adequada à mão é crucial para que a negociação seja mais eficiente e simplificada. Aqui estão os documentos que você deve considerar:

 

Extratos Bancários: Disponibilize um histórico detalhado de suas transações bancárias recentes para mostrar suas receitas e despesas regulares.

 

Comprovantes de Renda: Inclua seus últimos holerites ou qualquer outro documento que comprove sua renda mensal. Isso demonstra sua capacidade de pagamento e pode facilitar propostas de novos prazos ou taxas.

 

Faturas do Cartão de Crédito: Leve suas faturas mais recentes para demonstrar o saldo devedor atual e a cobrança dos juros rotativos.

 

Outros Documentos Financeiros: Considere ainda declarações de imposto de renda ou comprovantes de outras dívidas, se necessário, para alinhar com a capacidade de pagam

 

Contato com a Administradora

Quando decidir entrar em contato com a administradora do seu cartão, é importante escolher o canal certo e ter um bom papo preparado.

Na hora de falar com a administradora, escolha a que for melhor para você:

Telefone: O jeito mais direto. Ligue para o número atrás do seu cartão. Falar por telefone pode resolver tudo mais rápido.

Chat Online: Muitos bancos oferecem chat nos seus sites ou aplicativos. É ótimo para quem prefere escrever ou precisa de registros da conversa.

Aplicativo do Banco: Use o app do banco para entrar em contato. Assim você ainda controla suas finanças e tem tudo na palma da mão.

 

Script de Negociação

Ter um roteiro preparado pode ajudá-lo a apresentar seus argumentos de forma clara e objetiva:

Comece com uma Apresentação Clara:

Cumprimente o atendente,  apresente-se, e em seguida, explique  que você é  um cliente do cartão de crédito e quer discutir uma possível renegociação dos juros rotativos.”

Explique a Sua Situação com Empatia:

Explique sobre a sua real situação e dificuldades financeiras que estão tornando difícil para mim arcar com os atuais juros do crédito rotativo. “Diga que deseja muito resolver a situação e quer buscar alternativas que sejam boas para ambos”.

Faça um Pedido Claro e Respectivo:

Questione com a administradora se existe a possibilidade de reduzir a taxa de juros? Ou talvez alongar o prazo de pagamento para que as parcelas fiquem mais dentro do seu orçamento mensal.  “Diga que está aberto a sugestões que possam facilitar para ambos os lados.”

Demonstre Sua Disposição e Finalize:

Demonstre comprometimento em resolver a situação junto a administradora.. Agradeça a   atenção e mostre disposição para fornecer qualquer documentação necessária , ou receber sugestões.

 

Fechando um Acordo

Conseguir um bom acordo com a administradora do seu cartão de crédito é um passo importante para aliviar seu orçamento. Aqui estão algumas dicas para garantir que você obtenha o melhor resultado possível e que tudo esteja documentado adequadamente. 

Condições Desejadas

Defina Metas Realistas:

Antes de fechar qualquer acordo, é fundamental  ter clareza sobre o que você realmente deseja alcançar. Sugestões para definir essas metas:

Redução da Taxa de Juros: Em primeiro lugar, determine até onde a taxa precisa cair para que você possa pagar de forma sustentável. Contudo, pense em uma taxa realista, baseada no que a administradora pode oferecer.

Extensão do Prazo de Pagamento: Bem como,  é importante avaliar o quanto de extensão nos prazos de pagamento tornaria o valor mensal mais gerenciável sem que você sinta aperto.

Orçamento Mensal Claro: Nesse sentido, tenha um valor claro em mente que você pode destinar ao pagamento mensal. Como resultado, isso ajudará a comunicar suas limitações de forma eficaz.

Estratégia: Ter essas metas bem definidas não só facilita a negociação, mas também te ajuda a não aceitar qualquer condição que não atenda às suas necessidades.

 

Documentação do Acordo

Registre Tudo Formalmente:

Após chegarem a um acordo, é importante que todas as condições negociadas sejam formalizadas por escrito. Por isso, siga as orientações abaixo:

Peça uma Cópia do Acordo: Solicite à administradora que envie por e-mail ou correio um documento detalhando todas as alterações nas condições do contrato. Isso deve incluir as novas taxas de juros, prazos de pagamento e quaisquer outras mudanças acordadas.

Revise o Documento: Leia atentamente para garantir que todas as condições estejam corretas conforme combinado. Caso encontre algo divergente, entre em contato com a administradora imediatamente.

Guarde o Documento em Local Seguro: Mantenha cópias digitais e físicas do acordo para referência futura, caso precise verificar alguma informação ou renegociar novamente.

 

 

 

Juros Abusivos: Estratégias para Renegociar Dívidas

Juros Abusivos: Estratégias para Renegociar Dívidas

Juros Abusivos: Estratégias eficazes para renegociar dívidas e reduzir encargos financeiros. Descubra como abordar credores com confiança, desenvolver um plano de pagamento eficiente, e utilizar dicas práticas para melhorar sua saúde financeira e alcançar a estabilidade econômica desejada.

Enfrentar juros abusivos pode ser um verdadeiro desafio para quem está lutando para equilibrar suas finanças. No entanto, com as estratégias certas, é possível renegociar suas dívidas e recuperar o controle da sua vida financeira. Confira algumas dicas práticas que podem ajudar você nesse processo!

 

Entendendo os Juros: O Que é Considerado Abusivo?

Entendendo os Juros: O Que é Considerado Abusivo?

Se você já se sentiu sobrecarregado com o valor dos juros nas suas dívidas, não está sozinho. Compreender exatamente o que são juros abusivos pode parecer complicado, mas é um passo crítico na proteção dos seus direitos financeiros. Por isso, Vamos explorar juntos as diferenças entre os juros justos dos abusivos.

 

Juros: O Básico

Vamos começar pelo começo. Os juros são, essencialmente, o custo de tomar dinheiro emprestado. Quando você usa um cartão de crédito ou faz um empréstimo, geralmente é visto como justo haver uma taxa associada a esse serviço. Esta taxa é o que os credores usam para lucrar.

 

Quando os Juros se Tornam Abusivos?

Os juros são considerados abusivos quando estão muito acima do que é normalmente aceito ou legalmente permitido. Isso significa que a taxa cobrada é desproporcional ao valor emprestado, sem justificativa razoável, explorando o consumidor. Exigências excessivas que aumentam a dívida de forma rápida e implacável também entram nessa categoria.

 

Identificando Juros Abusivos

Ficar atento a algumas bandeiras vermelhas pode ajudar você a identificar quando os juros são abusivos. Por exemplo, se a taxa de juro anual (TAE) ultrapassa o mercado, ou se novas taxas e encargos aparecem sem uma explicação clara, pode ser hora de investigar mais a fundo.

 

Seu Direito como Consumidor

Como consumidor, é importante saber que existem leis para proteger você contra esse tipo de injustiça. Se você suspeita que está sendo cobrado de maneira injusta, entre em contato com órgãos de defesa do consumidor ou busque ajuda legal. Esses passos podem ajudá-lo a combater práticas injustas e renegociar o que você deve.

Entender o que define juros abusivos é empoderador e vital para sua saúde financeira. Armado com esse conhecimento, você está em uma posição mais forte para gerenciar dívidas e proteger seu patrimônio.

 

Prepare-se para a Renegociação

Renegociar suas dívidas pode parecer uma tarefa desafiadora, mas com a preparação certa, pode se tornar algo positivo. Além disso, estar bem preparado vai garantir que a  renegociação seja eficiente e produtiva. 

Em primeiro lugar, comece reunindo todas as informações sobre suas dívidas. Depois, pense em documentos como contratos de empréstimos, extratos bancários, faturas em aberto e qualquer comunicação que já tenha tido com seus credores. Portanto, ter esses documentos à mão vai permitir que você discuta os detalhes com confiança e clareza.

 

Além disso, quando você visualiza tudo em um só lugar, fica mais fácil entender sua situação financeira e planejar seus próximos passos. Como resultado, essa organização não só irá ajudá-lo a se sentir mais seguro durante a negociação, mas também mostrará aos credores que você está comprometido e leva o processo a sério.

 

Juros Abusivos: Estratégias: Negociando com o credor

Renegociar dívidas pode parecer uma tarefa intimidadora, mas é totalmente possível transformar suas conversas com credores em parcerias produtivas. Sendo assim, acompanhe as dicas para  conduzir a negociação: 

 

  1. Entre na Conversa com Otimismo

Ao se preparar para conversar com o credor, mantenha uma atitude positiva. Além disso, mostre disposição para colaborar, isso pode facilitar uma redução nas taxas de juros ou na renegociação de dívidas. Lembre-se, você e o agente  compartilham o mesmo interesse: encontrar uma solução vantajosa para ambos.

 

  1. Seja Claro e Honesto Sobre Sua Situação Financeira

Explique claramente suas dificuldades financeiras atuais e como elas impactam sua capacidade de pagar suas dívidas. Logo, utilizar um orçamento atualizado pode ser útil para demonstrar suas limitações e abrir caminhos para propostas razoáveis, o que pode levar a negociações mais eficazes.

 

  1. Prepare Propostas Realistas de Pagamento

Antes de entrar em contato, reflita sobre propostas de pagamento realistas. Elas podem incluir planos de pagamento alongados ou parcelas menores.  demonstrar que você pensou sobre suas opções fortalece sua posição na negociação de dívidas.

 

  1. Escuta Ativa e Flexibilidade são fundamentais

Escute com atenção as propostas dos credores e mantenha-se flexível às recomendações que oferecem. Dessa forma, quanto mais informações você reunir durante a conversa, mais fácil será para tomar decisões. Se sentir-se pressionado, não hesite em pedir um tempo para considerar suas opções.

 

  1. Documente Tudo por Escrito

Após alcançar um acordo, solicite que qualquer mudança nas condições das dívidas ou acordos de pagamento sejam formalizados por escrito. Isso garante clareza e segurança, evitando mal-entendidos futuros.

 

3- Maneiras de Evitar Juros Abusivos no Futuro

Os juros abusivos podem rapidamente transformar uma dívida gerenciável em uma pilha esmagadora de contas, mas com as estratégias corretas, é possível se proteger contra futuras armadilhas financeiras. Aqui estão três para evitar o juros abusivos no futuro: 

  1. Priorize Pagar Dívidas de Alto Custo

Se já possui dívidas, concentre-se em quitá-las, começando pelas que possuem os juros mais altos. Essa estratégia, conhecida como “avalanche de dívidas”, ajuda a reduzir rapidamente o montante devido, economizando nos juros no longo prazo. Considere fazer um consolidado de dívidas para obter uma taxa de juros menor.

 

  1. Mantenha um Fundo de Emergência

Ter um fundo de emergência pode prevenir a necessidade de recorrer a empréstimos de alto custo em momentos de imprevistos. Reserve uma quantia mensal para poupança até formar um colchão financeiro, suficiente para cobrir de três a seis meses de despesas essenciais. Isso lhe dá uma rede de segurança e flexibilidade financeira.

 

  1. Educação Financeira

Compreender finanças é uma defesa eficaz contra juros abusivos, além de te ajudar a  proteger o próprio bolso. Para isso, realize cursos online gratuitos ou acessíveis sobre fundamentos financeiros, utilize aplicativos para gerenciar gastos e criar orçamentos, leia livros sobre finanças e converse com especialistas em finanças.

 

Empréstimo com débito em conta: como funciona?

Empréstimo com débito em conta: como funciona?

O empréstimo com débito em conta é uma modalidade de crédito na qual o valor das parcelas é descontado diretamente da conta corrente do cliente, sem a necessidade de boletos ou carnês. Essa opção pode ser uma alternativa interessante para quem precisa de dinheiro rápido e com facilidade de pagamento, mas é importante entender como funciona esse tipo de empréstimo antes de contratá-lo. Nesse sentido,  vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o empréstimo com débito em conta, suas vantagens e desvantagens, e se vale a pena recorrer a essa modalidade de crédito. Boa leitura!

Como funciona?

O empréstimo com débito em conta funciona de maneira bastante simples: o valor das parcelas é descontado diretamente da conta corrente do cliente, nas datas estabelecidas em contrato. Dessa forma, o cliente não precisa se preocupar em emitir boletos ou carnês e pode ter mais tranquilidade para pagar o empréstimo dentro do prazo estabelecido.

Contudo, para contratar um empréstimo com débito em conta, o cliente precisa ter uma conta corrente em seu nome e autorizar a instituição financeira a debitar as parcelas do empréstimo diretamente dessa conta. Assim, o valor das parcelas é descontado automaticamente, sem a necessidade de intervenção do cliente.

Vantagens do empréstimo com débito em conta

O empréstimo com débito em conta oferece diversas vantagens em relação a outras modalidades de crédito. Dessa forma, confira algumas delas:

1. Facilidade de pagamento

A primeira vantagem é  não precisar se preocupar em emitir boletos ou carnês, tendo mais tranquilidade realizar os pagamento no prazo, por exemplo. Além disso, o valor das parcelas é descontado diretamente da conta corrente, automáticamente e sem a necessidade de intervenção.

2. Rapidez na liberação do crédito

Em segundo lugar, o empréstimo com débito em conta é uma opção rápida e prática para quem precisa de dinheiro rápido e com facilidade de pagamento. Além disso, o valor solicitado é creditado na conta corrente do cliente em poucos dias, sem a necessidade de passar por análise de crédito ou comprovação de renda.

3. Taxas de juros mais baixas

Em terceiro lugar, por oferecer mais segurança para as instituições financeiras, o empréstimo com débito em conta costuma ter taxas de juros mais baixas do que outras modalidades de crédito, como o empréstimo pessoal e o cheque especial. Dessa forma, o cliente pode economizar dinheiro com juros e ter mais tranquilidade para pagar o empréstimo dentro do prazo estabelecido.

Desvantagens 

Apesar das vantagens, o empréstimo com saldo devedor também apresenta algumas desvantagens. Confira algumas delas:

1. Comprometimento da renda

Como o valor das parcelas é descontado diretamente da conta corrente do cliente, é importante ter cuidado para não comprometer toda a sua renda com o pagamento do empréstimo. Antes de mais nada, avalie suas finanças e garantir que você será capaz de pagar as parcelas sem comprometer suas despesas básicas.

2. Risco de endividamento

O empréstimo com débito em conta pode levar algumas pessoas a se endividarem além do necessário. Além disso, como desconta-se  de maneira automática o valor das parcelas conta corrente do cliente, é importante que você tenha cuidado e  não gaste todo o dinheiro disponível na conta, comprometendo pagamento de outras despesas.

3. Impacto na pontuação de crédito

O empréstimo com débito em conta pode impactar negativamente a sua pontuação de crédito, especialmente se você não pagar as parcelas dentro do prazo estabelecido. Por isso, tenha cuidado e  não atrase o pagamento do empréstimo, pois isso compromete sua pontuação de crédito.

Como contratar um empréstimo com débito em conta?

Para contratar um empréstimo com débito em conta, basta seguir os seguintes passos:

Escolha a instituição financeira:

Antes de contratar, é importante pesquisar as taxas de juros e as condições de pagamento oferecidas por diferentes instituições financeiras através do Banco Central e escolher aquela que melhor atende às suas necessidades. 

Simule o empréstimo:

Primeiramente, simule o valor das parcelas e o prazo de pagamento para garantir que você será capaz de pagar as parcelas sem comprometer suas despesas básicas.

Reúna a documentação necessária:

Para contratar um empréstimo com débito em conta, é preciso apresentar alguns documentos, como RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de renda.

Faça a solicitação do empréstimo:

Após simular o empréstimo e reunir a documentação necessária, basta fazer a solicitação do empréstimo junto à instituição financeira escolhida.

Aguarde a aprovação do empréstimo:

Após fazer a solicitação do empréstimo, é preciso aguardar a aprovação por parte da instituição financeira. O prazo de aprovação pode variar de acordo com cada instituição.

Assine o contrato:

Após a aprovação do empréstimo, é preciso assinar o contrato junto à instituição financeira. Contudo, antes de assinar o contrato, é importante ler atentamente todas as cláusulas e tirar todas as suas dúvidas com o gerente do banco.

Aguarde o pagamento do empréstimo:

Após assinado o contrato, deposita-se o valor do empréstimo  na sua conta corrente em até 48 horas úteis.

O empréstimo com débito em conta é uma modalidade de crédito rápida, prática e com taxas de juros mais baixas do que outras modalidades de crédito. No entanto, é importante  que você tenha cuidado e não comprometa toda a sua renda com o pagamento do empréstimo , endividando-se além do necessário.

Antes de contratar um empréstimo, é importante avaliar suas finanças, comparar as condições oferecidas por diferentes instituições financeiras e escolher a opção que melhor se encaixa no seu perfil e nas suas necessidades.

Se você gostou deste artigo e quer saber mais sobre como funciona o empréstimo com débito em conta, continue acompanhando o nosso blog. Temos muitas outras dicas e informações úteis para ajudar você a tomar as melhores decisões financeiras!

 

Entenda Seus Direitos: Como Lidar com Juros Abusivos

Entenda Seus Direitos: Como Lidar com Juros Abusivos

Descubra como lidar com juros abusivos e proteger suas finanças. Se você já se sentiu sufocado por dívidas devido a juros abusivos, saiba que não está sozinho. Essa é uma realidade enfrentada por muitos brasileiros, mas a boa notícia é que existem maneiras de lidar com essa situação e proteger suas finanças. Neste artigo, vamos explorar seus direitos e oferecer estratégias eficazes para enfrentar juros abusivos, ajudando você a retomar o controle financeiro.

O Que São Juros Abusivos?

Juros abusivos são taxas de juros consideradas excessivamente altas, que não condizem com a média praticada no mercado ou com as condições econômicas do país. Além disso, essas taxas podem tornar uma dívida impagável, prejudicando seriamente a saúde financeira do consumidor. Nesse sentido,  é importante reconhecer quando os juros cobrados são abusivos para que você possa tomar as medidas necessárias.

Empréstimos pessoais e cartões de crédito, por exemplo, são comuns, especialmente quando o consumidor está financeiramente vulnerável. Ou seja, no caso do crédito rotativo do cartão, pagar apenas o mínimo da fatura pode resultar em juros exorbitantes, o que, por sua vez, cria uma bola de neve de dívidas.

Para identificar juros abusivos, você pode seguir alguns passos:

Compare com a Média de Mercado:

Verifique as taxas de juros médias praticadas por outras instituições financeiras para o mesmo tipo de crédito. Eventualemnte,  O Banco Central do Brasil publica regularmente essas taxas, o que pode servir como referência.

 

Analise o Custo Efetivo Total (CET):

O CET inclui não apenas os juros, mas também todas as outras taxas e encargos associados ao crédito.  Por isso, Certifique-se de que o CET informado está dentro de um padrão aceitável.

 

Reveja o Contrato:

Examine atentamente o contrato de crédito para entender todas as condições e taxas aplicadas. Além disso, busque por cláusulas que possam indicar cobranças excessivas.

 

Consulte Órgãos de Defesa do Consumidor:

Se suspeitar de abusividade, entre em contato com órgãos como o Procon para obter orientação e verificar se a prática é comum.

 

Busque Assessoria Jurídica:

Um advogado especializado pode ajudar a analisar o contrato e identificar se há abusividade das taxas cobradas.

 

Como Lidar com Juros Abusivos- Conheça Seus Direitos

No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) protege os consumidores contra práticas abusivas, incluindo a cobrança de juros excessivos. Do mesmo modo, segundo o CDC, você tem o direito de questionar e renegociar dívidas que envolvam juros abusivos. Além disso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também estabelece limites para as taxas de juros, considerando abusivas aquelas que superam a média do mercado em mais de 50%.

 

Identifiquei Juros Abusivos. O Que Eu Devo Fazer?

Se você descobriu que está pagando juros abusivos, é hora de agir para proteger suas finanças. 

O Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 39, inciso V, considera prática abusiva exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva, o que inclui a cobrança de juros abusivos. Além disso, o Código Civil, em seu artigo 591, estabelece que os juros remuneratórios não podem exceder a taxa estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, e qualquer cobrança excessiva pode ser contestada judicialmente.

Os direitos do cliente incluem:

Direito à Informação:

O consumidor tem o direito de ser informado de forma clara e precisa sobre as taxas de juros aplicadas em contratos de crédito.

 

Direito à Revisão de Contratos:

Se houver indícios de que os juros cobrados são abusivos, o consumidor pode solicitar a revisão do contrato, tanto extrajudicialmente quanto judicialmente.

 

Direito de Reclamação:

O consumidor pode reclamar junto aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, caso identifique práticas abusivas.

 

Direito de Ação Judicial:

De antemão, o consumidor pode buscar a justiça para revisar contratos e reduzir os juros cobrados, se forem considerados abusivos.

 

Como Lidar com Juros Abusivos

 revisão de contrato

 

A revisão de contrato é um processo pelo qual uma das partes busca alterar os termos previamente acordados, ou seja,  geralmente devido a condições consideradas injustas ou abusivas. Dessa forma, no contexto de contratos financeiros, como empréstimos ou financiamentos, solicita-se a revisão quando se acredita que os juros ou outras condições são excessivas ou desproporcionais.

Como Funciona a Revisão de Contrato:

Identificação do Problema:

O primeiro passo é identificar cláusulas que possam ser consideradas abusivas, como taxas de juros muito acima do mercado, por exemlo,  ou condições que favorecem desproporcionalmente uma das partes.

 

Negociação Direta:

Antes de buscar medidas legais, é recomendável tentar uma negociação direta com a instituição financeira. Até porque, muitas vezes, as empresas estão dispostas a renegociar os termos para evitar conflitos legais.

 

Consulta a Órgãos de Defesa do Consumidor:

Caso a negociação não seja bem-sucedida, o consumidor pode buscar orientação de órgãos como o Procon, que podem mediar a situação e oferecer suporte.

 

Ação Judicial:

Se as tentativas anteriores falharem, entre com uma ação judicial para revisar o contrato. Um advogado especializado em direito do consumidor pode auxiliar nesse processo, apresentando argumentos legais sobre a abusividade das cláusulas.

 

Como Lidar com Juros Abusivos- O Que Pode Ser Revisto:

Taxas de Juros:

Se forem consideradas abusivas, as taxas de juros podem ser reduzidas para se alinhar com a média de mercado.

 

Cláusulas Abusivas:

Você pode contestar qualquer cláusula que considerar excessivamente onerosa ou que viole os direitos do consumidor.

Encargos e Multas:

Revise taxas adicionais, multas por atraso e outros encargos se considerá-los desproporcionais..

 

Condições de Pagamento:

Incialemnte você pode ajustar prazos e condições de pagamento para tornar o contrato mais equilibrado.

Qual o tempo de  duração da revisão de juros abusivos?

A duração de uma revisão de contrato pode variar bastante dependendo de vários fatores, como a complexidade do contrato, a disposição das partes em negociar e a via escolhida para a revisão (negociação direta ou ação judicial).

Negociação Direta:

Se você negociar diretamente com a instituição financeira para revisar o contrato, o processo pode ser relativamente rápido, durando de algumas semanas a poucos meses, dependendo da rapidez com que as partes chegam a um acordo

 

Mediação por Órgãos de Defesa do Consumidor:

Caso a negociação envolva órgãos como o Procon, o tempo pode variar. Isso ocorre porque esses órgãos, por sua vez, podem ajudar a mediar o conflito e, em muitos casos, essa mediação pode acelerar o processo. No entanto, mesmo com essa assistência, ainda assim, pode levar alguns meses.

 

Ação Judicial:

Se for necessário recorrer à justiça, o tempo pode ser significativamente maior. Processos judiciais podem durar de vários meses a alguns anos, dependendo da complexidade do caso, do volume de processos no judiciário e da necessidade de recursos ou apelações.

 

É importante que você esteja preparado para um processo que pode não ser imediato e considere todas as opções disponíveis para resolver a questão da forma mais eficiente possível.

 

6 Estratégias eficazes para negociar dívidas

6 Estratégias eficazes para negociar dívidas

Negociar dívidas pode ser um processo desafiador, mas é uma etapa crucial para recuperar a saúde financeira e evitar problemas maiores, como a negativação do nome e a perda de bens. Porém, com a abordagem correta e algumas estratégias eficazes, é possível negociar condições mais favoráveis e quitar suas dívidas de maneira mais tranquila. Neste artigo, vamos explorar seis estratégias eficazes para negociar dívidas, oferecendo dicas e orientações para ajudá-lo a alcançar um acordo vantajoso.

1. Avalie sua situação financeira

Antes de iniciar qualquer negociação, é fundamental ter uma visão clara da sua situação financeira. Faça um diagnóstico completo das suas finanças, incluindo:

  • Renda mensal: Liste todas as fontes de renda, como salário, alugueis, pensões, entre outros.
  • Despesas fixas e variáveis: Registre todas as despesas mensais, como aluguel, contas de serviços, alimentação, transporte, lazer, etc.
  • Dívidas atuais: Liste todas as suas dívidas, incluindo o valor total, a taxa de juros, o prazo de pagamento e a instituição credora.

Com o diagnóstico em mãos, estabeleça prioridades. Identifique quais dívidas têm maior impacto na sua saúde financeira e quais podem ser negociadas primeiro. Contudo, dívidas com juros altos, como cartões de crédito e cheque especial, geralmente devem ser priorizadas.

2. Conheça seus direitos

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) oferece uma série de direitos aos consumidores endividados. Conhecer esses direitos é essencial para negociar de maneira mais assertiva. Alguns dos direitos garantidos pelo CDC incluem:

  • Informação clara e adequada: O consumidor tem direito a receber informações claras e adequadas sobre o valor da dívida, a taxa de juros e as condições de pagamento.
  • Proibição de práticas Abusivas: O credor não pode utilizar práticas abusivas e constrangedoras para cobrar a dívida.
  • Negociação justa: O consumidor tem o direito de negociar condições mais favoráveis para o pagamento da dívida.

A Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021) também oferece proteção aos consumidores que estão em situação de superendividamento. A lei permite a renegociação das dívidas de forma coletiva e estabelece um plano de pagamento que respeite a capacidade financeira do devedor.

3. Prepare-se para a negociação

Antes de iniciar a negociação, reúna toda a documentação necessária, como contratos, extratos bancários, comprovantes de pagamento e correspondências com o credor. Ter esses documentos em mãos facilita a negociação e demonstra seriedade. Defina um objetivo claro para a negociação. Além disso, isso pode incluir a redução da taxa de juros, a extensão do prazo de pagamento, a eliminação de multas e juros de mora, ou a obtenção de um desconto para pagamento à vista. Ter um objetivo claro ajuda a manter o foco durante a negociação.

Antes de entrar em contato com o credor, faça simulações de propostas de pagamento. Além disso, é importante calcular diferentes cenários, como pagamento à vista, parcelamento em diferentes prazos e valores de entrada. Isso ajuda a ter uma ideia do que é viável e facilita a negociação.

4. Entre em contato com o credor

Entre em contato com o credor pelo canal de comunicação mais adequado. Isso pode incluir telefone, e-mail, chat online ou atendimento presencial. Escolha o canal que permita uma comunicação clara e eficiente. Durante a negociação, seja honesto e transparente sobre sua situação financeira. Explique os motivos que levaram ao atraso no pagamento e demonstre disposição para quitar a dívida. A honestidade ajuda a construir confiança e facilita a obtenção de condições mais favoráveis.

Negociar dívidas pode ser um processo demorado e, muitas vezes, estressante. Mantenha a calma e a paciência durante as negociações. Evite tomar decisões precipitadas e, se necessário, peça um tempo para analisar as propostas antes de aceitar.

5. Considere a ajuda de profissionais

Um consultor financeiro pode oferecer orientação especializada e ajudar a elaborar um plano de pagamento que se ajuste à sua capacidade financeira. Esses profissionais têm experiência em negociações e podem intermediar o contato com os credores. Contudo, em casos mais complexos, como superendividamento ou práticas abusivas por parte do credor, pode ser necessário contar com a ajuda de um advogado especializado em direito do consumidor.

Existem empresas especializadas em renegociação de dívidas que podem intermediar o contato com os credores e negociar condições mais favoráveis. além disso, essas empresas geralmente cobram uma taxa pelo serviço, mas podem ser uma opção viável para quem tem dificuldade em negociar diretamente.

6. Formalize o acordo

Antes de formalizar o acordo, leia o contrato com atenção. Certifique-se de que todas as condições negociadas estão claramente especificadas no documento, incluindo o valor da dívida, a taxa de juros, o prazo de pagamento e as consequências em caso de inadimplência. Contudo, guarde cópias do acordo e de todos os comprovantes de pagamento. Esses documentos são importantes para comprovar que a dívida foi quitada e para evitar problemas futuros.

Com isso, após formalizar o acordo, siga rigorosamente o plano de pagamento estabelecido. Além disso evite atrasos e inadimplências para não comprometer a negociação e evitar a cobrança de multas e juros adicionais.

Negociar dívidas pode ser um processo desafiador, mas com as estratégias certas, é possível alcançar um acordo vantajoso e recuperar a saúde financeira. Além disso, avaliar sua situação financeira, conhecer seus direitos, preparar-se para a negociação, entrar em contato com o credor, considerar a ajuda de profissionais e formalizar o acordo são passos fundamentais para uma negociação bem-sucedida. Além disso, com as orientações e dicas fornecidas neste artigo, esperamos que você esteja mais preparado para negociar suas dívidas de maneira eficaz e alcançar a tranquilidade financeira.

No OBomAcordo.com você encontra profissionais peritos que farão uma análise minuciosa no seu contrato com intuito de eliminar essas cobranças indevidas e reduzir as parcelas do financiamento do seu veículo.

Sendo assim, você pode fazer agora mesmo uma simulação gratuita acessando o nosso site e descobrir. Dentro de poucos instantes, o quanto pode ser reduzido dos seus valores em aberto. Porém, se preferir, entre em contato com um de nossos consultores por meio de nossas redes sociais, estamos sempre dispostos para te ajudar.

Achou interessante? Você pode fazer sua análise entrando em contato com um de nossos especialistas.

 

Direitos do consumidor em contratos de financiamento

Direitos do consumidor em contratos de financiamento

Os contratos de financiamento são instrumentos financeiros amplamente utilizados.  Porém, boa parte das pessoas que adentram no financiamento não compreende sobre seus direitos e como o Código de Defesa do Consumidor está conectado com isso. Bom, vamos partir do início, para a aquisição de bens de alto valor, como imóveis, veículos e até mesmo para a realização de projetos pessoais, o financiamento é uma das opções para se alcançar isso. No entanto, muitos consumidores não estão plenamente cientes dos seus direitos ao assinar esses contratos, o que pode levar a situações de abuso e desvantagem. 

Com isso, é nesse momento que se faz necessário entender sobre o CDC. Com isso, esse artigo tem como objetivo esclarecer os principais direitos do consumidor em contratos de financiamento e fornecer orientações sobre como se proteger contra práticas abusivas.

O Código de Defesa do Consumidor no financiamento

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) é a principal legislação brasileira que protege os direitos dos consumidores. No entento, ele estabelece princípios fundamentais que devem ser observados em todos os contratos de financiamento, incluindo:

  • Transparência: As informações sobre taxas de juros, encargos e condições do financiamento devem ser claras e precisas.
  • Boa-fé: As partes envolvidas devem agir com honestidade e lealdade.
  • Equilíbrio Contratual: As cláusulas do contrato não devem ser excessivamente onerosas para uma das partes.

Direitos específicos

Alguns dos direitos específicos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor incluem:

  • Informação adequada: O consumidor tem direito a receber todas as informações necessárias sobre o contrato, incluindo taxas de juros, prazos, encargos e condições de pagamento, e mais, todas essas informações devem ser fornecidas de forma clara.
  • Proteção contra cláusulas abusivas: No financiamento podem existir cláusulas abusivas, e o Código de Defesa do Consumidor garante que não podem existir formas de colocar o consumidor em desvantagem excessiva que podem ser consideradas abusivas e, portanto, nulas.
  • Direito de arrependimento: Em alguns casos, o consumidor pode desistir do contrato no prazo de sete dias a contar da assinatura ou do recebimento do produto ou serviço.

Identificando Cláusulas Abusivas

Existem maneiras de identificar essas abusividades, e todas essas formas se faz necessário o acompanhamento de uma empresa especializada nesse tipo de serviço. Resumindo de forma que facilite seu entendimento, cláusulas abusivas são aquelas que colocam o consumidor em desvantagem excessiva, conforme já mencionamos acima. E podemos considerar as seguintes:

  • Juros abusivos: Taxas de juros que excedem os limites estabelecidos por lei ou são desproporcionais em relação ao mercado.
  • Multas excessivas: Penalidades desproporcionais em caso de atraso no pagamento.
  • Venda casada: Exigência de contratação de serviços adicionais, como seguros, para a aprovação do financiamento.

Porém, nem tudo está perdido. Muitas pessoas sofrem com isso e acabam deixando de lado por achar que não vale a pena recorrer. Incentivamos que se você identificar cláusulas abusivas em seu contrato de financiamento, pode tomar as seguintes medidas:

  1. Revisão do contrato: Com OBomAcordo você consegue solicitar imediatamente uma revisão das cláusulas abusivas, e depois disso acionaremos a instituição financeira.
  2. Ação revisional: Ingressar com uma ação revisional de contrato na justiça também é um dos serviços oferecidos pela equipe do OBomAcordo e pode trazer bons resultados .
  3. Órgãos de Defesa do Consumidor: Registrar uma reclamação no PROCON ou em outros órgãos de defesa do consumidor.

Documentação necessária para recorrer

Para contestar cláusulas abusivas ou juros excessivos, você precisará reunir a seguinte documentação:

  • Contrato de Financiamento: Cópia do contrato original.
  • Comprovantes de Pagamento: Recibos e extratos bancários que comprovem os pagamentos realizados.
  • Correspondências: Qualquer comunicação trocada com a instituição financeira.

Após reunir toda a documentação necessária para dar início ao processo administrativo, existem etapas que nos baseamos para conseguir alcançar o sucesso na revisão contratual, e garantir que no financiamento seja pago apenas o certo.

 

  1. Análise do Contrato: Revise detalhadamente o contrato e identifique possíveis abusos.
  2. Consulta a um Especialista: Procure um advogado especializado em direito do consumidor para obter orientação.
  3. Negociação: Tente negociar diretamente com a instituição financeira para revisar as cláusulas abusivas.
  4. Ação Judicial: Se a negociação não for bem-sucedida, ingresse com uma ação revisional na justiça.

Recursos e Órgãos de Defesa

PROCON

O PROCON é um órgão de defesa do consumidor que pode ajudar a mediar conflitos entre consumidores e instituições financeiras. Você pode registrar uma reclamação online ou pessoalmente em uma das unidades do PROCON.

Banco Central

O Banco Central do Brasil também oferece canais para registrar reclamações contra instituições financeiras. Eles podem investigar práticas abusivas e aplicar sanções, se necessário.

Defensoria Pública

Se você não tiver condições de arcar com os custos de um advogado, pode buscar assistência jurídica gratuita na Defensoria Pública.

Impacto dos juros abusivos na família brasileira

Os juros abusivos podem ter um impacto devastador na economia familiar. Conforme uma pesquisa realizada esse ano pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 78,8% das famílias brasileiras estão passando pelo endividamento. Porém, eles aumentam significativamente o valor total a ser pago pelo financiamento, comprometendo o orçamento doméstico e dificultando a quitação das dívidas. Isso pode levar a um ciclo de endividamento, onde o consumidor se vê obrigado a contrair novos empréstimos para pagar os antigos, agravando ainda mais a situação financeira.

Para evitar cair em armadilhas de juros abusivos, é fundamental investir em planejamento e educação financeira. Algumas dicas incluem:

  • Orçamento doméstico: Mantenha um controle rigoroso das suas receitas e despesas.
  • Reserva de emergência: Tenha uma reserva financeira para imprevistos, evitando a necessidade de financiamentos emergenciais.
  • Comparação de ofertas: Antes de assinar um contrato de financiamento, compare as ofertas de diferentes instituições financeiras, porém, para ajudar nesse momento pode contar com ajuda de um especialista.
  • Educação financeira: Busque conhecimento sobre finanças pessoais e direitos do consumidor.

Comparação de taxas de juros

A comparação das taxas de juros entre bancos tradicionais e fintechs pode revelar diferenças significativas. Porém, enquanto os bancos tradicionais tendem a ter estruturas de custos mais elevadas, as fintechs operam com modelos de negócios mais enxutos, permitindo oferecer taxas mais baixas.

Os procedimentos para contestar taxas abusivas são semelhantes tanto para bancos tradicionais quanto para fintechs. No entanto, a transparência e a facilidade de comunicação oferecidas pelas fintechs podem tornar o processo de negociação mais ágil e eficiente.

Conhecer seus direitos como consumidor em contratos de financiamento é essencial para garantir que você não seja vítima de abusos e práticas desleais. O Código de Defesa do Consumidor oferece uma série de proteções, incluindo o direito à informação adequada, proteção contra cláusulas abusivas e o direito de arrependimento. Se você identificar qualquer irregularidade, não hesite em buscar ajuda e recorrer aos recursos disponíveis, como PROCON, Banco Central e Defensoria Pública.

Além disso, investir em planejamento e educação financeira pode ajudar a evitar problemas futuros com financiamentos e empréstimos. Porém, é importante comparar as ofertas de diferentes instituições financeiras, incluindo bancos tradicionais e fintechs, e escolha a opção que melhor atenda às suas necessidades.

Se precisar de ajuda com a revisão de contratos ou contestação de cláusulas abusivas, entre em contato com OBomAcordo.com. Estamos aqui para ajudar você a garantir que seus direitos sejam respeitados e que você obtenha as melhores condições possíveis em seus contratos de financiamento.

Golpe do Empréstimo Consignado: Proteja-se!

Golpe do Empréstimo Consignado: Descubra formas de se proteger

O empréstimo consignado é uma modalidade de crédito bastante popular, especialmente entre aposentados, pensionistas e funcionários públicos. No entanto, é preciso estar atento, pois essa modalidade de crédito também pode ser alvo de golpes. Neste artigo, vamos explicar como funciona o golpe do empréstimo consignado e quais medidas você pode tomar para se proteger.

Como funciona o golpe do empréstimo consignado?

No golpe do empréstimo consignado,  os golpistas entram em contato com a vítima, oferecendo condições vantajosas para a obtenção de um empréstimo consignado. Primeiramente, eles costumam se passar por funcionários de bancos, financeiras ou instituições de crédito e utilizam informações pessoais da vítima, como nome completo, CPF e dados de contato, para ganhar a sua confiança.

Logo após, convencem a vítima a fornecer seus dados pessoais, os golpistas utilizam essas informações para solicitar o empréstimo consignado em nome da vítima, sem o seu consentimento. Por fim,  eles transferem o valor do empréstimo para uma conta bancária própria e desaparecem, deixando a vítima com uma dívida que não contratou.

Como se proteger do golpe do empréstimo consignado?

Felizmente, existem algumas medidas que você pode tomar para se proteger do golpe do empréstimo consignado. Confira abaixo algumas dicas importantes:

1. Nunca forneça seus dados pessoais por telefone ou internet:

Os golpistas costumam entrar em contato com as vítimas por telefone ou internet, oferecendo condições vantajosas para a obtenção de um empréstimo consignado. No entanto, é importante nunca fornecer seus dados pessoais, como nome completo, CPF, data de nascimento e dados de contato, por esses meios de comunicação.

2. Verifique a identidade do solicitante:

Antes de fornecer qualquer informação pessoal, verifique a identidade do solicitante. Além disso, peça o nome completo da pessoa, juntamente, com o nome da instituição que ela representa, o número de telefone para contato e o endereço da empresa. Em seguida, entre em contato com a instituição para confirmar se o solicitante realmente trabalha lá.

3. Desconfie de ofertas muito vantajosas:

Desconfie de ofertas de empréstimo consignado com condições muito vantajosas, como taxas de juros muito baixas ou prazos de pagamento muito longos. Lembre-se de que as instituições financeiras têm critérios rigorosos para a concessão de crédito e não costumam oferecer empréstimos sem a devida análise de crédito.

4. Mantenha seus dados pessoais atualizados:

Mantenha seus dados pessoais atualizados junto aos órgãos de proteção ao crédito, como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e o Serasa. Dessa forma, você receberá alertas caso haja alguma movimentação suspeita em seu nome e poderá tomar as medidas necessárias para se proteger.

5. Consulte o extrato bancário regularmente:

Consulte o extrato bancário regularmente para verificar se há alguma movimentação suspeita em sua conta. Além disso, caso você identifique alguma transação não reconhecida, entre em contato imediatamente com o seu banco para comunicar o ocorrido e solicitar o bloqueio da conta.

O que fazer se você cair no golpe do empréstimo consignado?

Se você cair no golpe do empréstimo consignado, é importante agir rapidamente para minimizar os prejuízos. Por isso, confira abaixo o que fazer em caso de fraude:

1. Registre um boletim de ocorrência:

Primeiramente, registre um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima de sua residência, informando o ocorrido e fornecendo todas as informações relevantes sobre o golpe.

2. Entre em contato com o banco:

Em seguida, entre em contato imediatamente com o banco ou instituição financeira responsável pelo empréstimo consignado e informe o ocorrido. Peça o cancelamento do empréstimo e o bloqueio de sua conta bancária para evitar novas fraudes.

3. Conteste a dívida:

Logo depois, caso a dívida já tenha sido contraída em seu nome, entre em contato com o banco ou instituição financeira e conteste a dívida, informando que você foi vítima de um golpe e que não contratou o empréstimo consignado.

4. Monitore sua conta bancária:

Por fim, monitore sua conta bancária regularmente para verificar se há alguma movimentação suspeita. Dessa forma, caso você identifique alguma transação não reconhecida, entre em contato imediatamente com o seu banco para comunicar o ocorrido e solicitar o bloqueio da conta.

Vantagens do empréstimo consignado

O empréstimo consignado oferece diversas vantagens em relação a outras modalidades de crédito. Nesse sentido, confira algumas delas:

  • Taxas de juros mais baixas: Por oferecer mais segurança para as instituições financeiras, o empréstimo consignado costuma ter taxas de juros mais baixas do que outras modalidades de crédito.
  • Prazos de pagamento mais longos: O empréstimo consignado oferece prazos de pagamento mais longos do que outras modalidades de crédito, o que permite ao cliente pagar as parcelas com mais tranquilidade.
  • Facilidade de contratação: Para contratar um empréstimo consignado, basta ser aposentado, pensionista do INSS ou servidor público. Não é necessário comprovar renda nem passar por análise de crédito.

Desvantagens do empréstimo consignado

Apesar das vantagens, o empréstimo consignado também apresenta algumas desvantagens. Confira algumas delas:

  • Comprometimento da renda: Como o valor das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento do cliente, é preciso ter cuidado para não comprometer toda a sua renda com o pagamento do empréstimo.
  • Risco de endividamento: Por oferecer condições mais vantajosas, como taxas de juros mais baixas e prazos de pagamento mais longos, o empréstimo consignado pode levar algumas pessoas a se endividarem além do necessário.

Como contratar um empréstimo consignado?

Para contratar um empréstimo consignado, basta seguir os seguintes passos:

Escolha a instituição financeira:

Inicialmente, pesquise  as taxas de juros, bem como,  as condições de pagamento oferecidas por diferentes instituições financeiras.

Simule o empréstimo:

Em seguida, e antes de contratar o empréstimo consignado, é importante simular o valor das parcelas e o prazo de pagamento para garantir que, consequemente,  você seja capaz de pagar as parcelas sem comprometer toda a sua renda.

Reúna a documentação necessária:

Logo após, apresente  alguns documentos, como RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de renda, por exemplo.

Faça a solicitação do empréstimo:

Além disso, após simular o empréstimo e reunir a documentação necessária, basta fazer a solicitação do empréstimo junto à instituição financeira escolhida.

Aguarde a aprovação do empréstimo:

Após fazer a solicitação do empréstimo, é preciso aguardar a aprovação por parte da instituição financeira. O prazo de aprovação pode variar de acordo com cada instituição.

Assine o contrato:

Após a aprovação do empréstimo, é preciso assinar o contrato junto à instituição financeira. Por isso, antes de assinar o contrato, é importante ler atentamente todas as cláusulas e tirar todas as suas dúvidas com o gerente do banco.

Aguarde o pagamento do empréstimo:

Por fim, após assinar o contrato, o valor do empréstimo será depositado na sua conta corrente em até 48 horas úteis.

O golpe do empréstimo consignado é uma prática criminosa que tem feito muitas vítimas nos últimos anos. No entanto, seguindo as dicas apresentadas neste artigo, você pode se proteger e evitar cair nesse tipo de golpe.

Lembre-se sempre de desconfiar de ofertas muito vantajosas, verificar a identidade do solicitante e nunca fornecer seus dados pessoais por telefone ou internet. Além disso, mantenha seus dados pessoais atualizados junto aos órgãos de proteção ao crédito e consulte regularmente seu extrato bancário para verificar se há alguma movimentação suspeita em sua conta.

Se você gostou deste artigo e quer saber mais sobre como se proteger de golpes financeiros, continue acompanhando o nosso blog. Temos muitas outras dicas e informações úteis para ajudar você a proteger o seu patrimônio e garantir a segurança das suas finanças!

 

Curiosidades Juros Abusivos – Informações que (talvez) você ainda não conheça

Curiosidades Juros Abusivos – Informações que (talvez) você ainda não conheça

As curiosidades juros abusivos é um post especial destinado aqueles leitores que já conhecem o assunto, mas sempre ficam com alguma dúvida. Seja relacionada as condições ou critérios de definição, taxas medias e até porque cada região tem condições especiais. 

Diante disso, separamos alguns desses tópicos para acabar com outras dúvidas que possam ter surgido em algum momento. Além disso, é uma maneira de preparar você para o futuro, evitando que caia em golpes ou mau negócio. 

Boa leitura! 

Critérios para Definição de Juros Abusivos

A princípio, vamos aos critérios que as instituições financeiras usam para definir os juros que serão cobrados. Sendo a partir disso que um contrato pode ou não ter uma cláusula abusiva. 

Dessa forma, cabe interpretação, sendo que avalia-se cada situação de acordo com o período do contrato e outros aspectos. 

Taxa Média de Mercado: a definição de juros abusivos pode variar, mas frequentemente é baseada na comparação com a taxa média de mercado para empréstimos similares. Taxas significativamente superiores à média praticada considera-se como abusivas.

Circunstâncias Específicas: tribunais podem considerar as circunstâncias específicas do contrato e da relação entre as partes. Por exemplo,  nas situações em que  o consumidor está em  vulnerabilidade ou desespero financeiro, observa-se os juros elevados como exploração abusiva.

Diferenças Regionais e Institucionais

Muitos brasileiros não sabem, mas a região na qual está e a instituição financeira alteram os aspectos de contrato, principalmente as taxas de juros. 

Geralmente, isso acontece por alguns Estados serem considerados mais “ricos” ou estáveis que outros, ou mesmo pela história daquela instituição. Inclusive, há bancos especializados em oferecer crédito para negativados, um tópico que também impacta nas cobranças. 

Aqui, destacamos: 

Variabilidade Regional: as taxas de juros e a interpretação do que é considerado abusivo podem variar entre regiões e jurisdições. Alguns estados ou países podem ter regulamentações mais rígidas ou interpretações mais favoráveis ao consumidor.

Instituições de Crédito Diferenciadas: bancos tradicionais, financeiras e fintechs tem práticas diferentes quanto à aplicação de juros. Instituições menos regulamentadas ou com menor fiscalização pode ser mais propensas a praticar juros abusivos.

Impacto Psicológico e Comportamental

Uma das curiosidades juros abusivos se refere ao impacto que essas cobranças causam na psique e no comportamento humano. Inclusive, é um assunto que vem sendo comentado a partir do número de inadimplentes

Custo Psicológico: consumidores frequentemente subestimam o impacto psicológico dos juros abusivos, incluindo estresse financeiro, ansiedade e problemas de saúde mental.

Comportamento de Inadimplência: altas taxas de juros tendem a criar um ciclo de inadimplência, onde o consumidor é incapaz de pagar as parcelas, acumulando dívidas adicionais e enfrentando penalidades, o que agrava ainda mais sua situação financeira.

Táticas Ocultas de Cobrança de Juros

As táticas ocultas de cobrança de juros envolvem tanto a renegociação quanto aqueles custos que passam despercebidos por você, veja: 

  • Taxas Embutidas: algumas instituições financeiras disfarçam juros elevados embutindo-os em taxas e encargos adicionais, dificultando a identificação do custo real do empréstimo.
  • Renegociação de Dívidas: Em situações de renegociação, incluí-se os juros compostos ou condições que aumentam significativamente o custo total da dívida, mesmo que as parcelas mensais aparentem ser menores.

Curiosidades juros abusivos – Legislação e Fiscalização

  • Evolução da Legislação: a legislação sobre juros abusivos está em constante evolução, com novos regulamentos e decisões judiciais moldando o que é considerado aceitável. Logo, é importante se atualizar e buscar profissionais que entendem do assunto. 
  • Fiscalização Ineficiente: em alguns casos, a fiscalização por parte de órgãos reguladores pode ser ineficiente, permitindo que práticas abusivas continuem por longos períodos antes de serem corrigidas. Daí a importância de ficar atento ao seu contrato e nunca assinar sem ler e entender as cláusulas. 

Consequências Legais e Proteção ao Consumidor

Ações Coletivas

Consumidores podem se unir para mover ações coletivas contra instituições financeiras que praticam juros abusivos. Essas ações podem resultar em mudanças sistêmicas e compensação para os consumidores lesados.

Geralmente, indicam esse tipo de ação  quando há um volume de pessoas com uma reclamação parecida, envolvendo uma mesma instituição. 

Direitos de Defesa

Código de Defesa do Consumidor: em muitos países, o Código de Defesa do Consumidor oferece proteção contra juros abusivos, permitindo a revisão judicial de contratos. Conhecer esses direitos é essencial para contestar práticas abusivas.

Agências de Proteção: Órgãos como Procon no Brasil oferecem assistência e orientação aos consumidores que enfrentam problemas com juros abusivos.

Educação Financeira

A falta de educação financeira é uma das razões pelas quais consumidores se tornam vítimas de juros abusivos. Programas de educação financeira auxilia você a capacitar-se, para tomar decisões mais informadas e evitar contratos prejudiciais.

Dicas para Evitar Juros Abusivos

Em primeiro lugar, para que você possa evitar a cobrança de juros abusivos e garantir a preservação dos seus direitos e do seu dinheiro, apresentaremos quatro dicas práticas:

Depois, compare Ofertas:

  • Antes de assinar qualquer contrato, sempre compare ofertas de diferentes instituições financeiras.
  • Utilize ferramentas online para verificar as taxas médias de mercado e encontrar a melhor opção para suas necessidades.

2. Além disso, Leia o Contrato Minuciosamente:

  • Ao receber um contrato, leia todas as cláusulas com atenção, prestando especial atenção às condições de pagamento e aos encargos.
  • Se algo não estiver claro, peça esclarecimentos à instituição financeira ou consulte um advogado para garantir que você está ciente de todas as suas obrigações.

3. Negocie Condições:

  • Não hesite em negociar melhores condições e taxas de juros. Muitas instituições estão dispostas a ajustar os termos para fechar o negócio.
  • Com base na sua pesquisa de mercado e na sua situação financeira, apresente argumentos sólidos para justificar sua solicitação.

4. Evite Impulsividade:

  • Tome decisões financeiras com cautela e planejamento. Não se deixe levar por ofertas tentadoras ou prazos apertados.
  • Avalie todas as opções com cuidado antes de assumir um novo empréstimo ou financiamento. Certifique-se de que você poderá arcar com os pagamentos mensais sem comprometer seu orçamento.

Por fim, se ainda tiver dúvidas, deixe seu comentário abaixo. Em seguida, aproveite para conferir os demais posts aqui da página. Além disso, você também pode encontrar informações mais completas sobre diversos temas relacionados a finanças pessoais em nossas redes sociais. Estamos no Facebook, Instagram e LinkedIn, prontos para ajudar você a alcançar seus objetivos financeiros. Estamos no Youtube, Instagram e Facebook.

 

Tarifas bancárias: guia facilitado

Tarifas bancárias

Nesse post, separamos o que você precisa saber sobre as tarifas bancárias. Desde para que serve esses valores até os principais tipos e a Cesta Bancária. 

Dessa forma, fica mais fácil prestar atenção e sempre conferir o que há no seu extrato, principalmente em relação as cobranças.  Boa leitura! 

O que são e por que existem tarifas bancárias? 

Primeiramente, as tarifas bancárias são os valores que os bancos cobram pela prestação de serviços relacionados às contas e operações financeiras. 

Essas tarifas são estabelecidas pelas instituições financeiras, variando conforme o tipo de conta, serviços utilizados e as políticas de cada banco. Justamente por isso, muitos clientes têm dúvidas ou nem sabem que essas cobranças existem – até precisar pagar por elas. 

As tarifas incluem, por exemplo, a manutenção da conta, emissão de extratos, transferências entre contas, saques, uso de cartões, entre outros. 

Vale dizer que cada banco possui sua própria tabela de tarifas, que deve ser disponibilizada aos clientes para consulta. Geralmente online e em contratos, aqueles que pouquíssimos clientes leem completamente. 

Então, aqui fica a dica: sempre verifique o que os contratos dizem, veja quais são os custos e, na dúvida, pergunte para um agente financeiro. 

Dica: mesmo as cobranças pequenas, aquelas de poucos centavos, acabam por significa um lucro. Imagina um banco cobrando R$ 0,20 a cada conta. Rapidamente, isso significa milhões de lucro sem qualquer gasto direto. 

E por que essas tarifas existem? 

Na prática, as tarifas bancárias servem para cobrir os custos daquilo que o banco oferece. Ou seja, para custear (e lucrar) com todos os serviços que as instituições financeiras disponibilizam para os clientes. 

Essa é uma questão importante, já que muitos brasileiros não entendem como os bancos funcionam, no sentido de oferecer uma vantagem financeira. 

Dessa forma, os bancos oferecem uma variedade de serviços e cobram para cobrir os custos operacionais associados a esses serviços. Geralmente, os serviços mais conhecidos são transferências, saques e emissão de cartões. Porém, também tem a manutenção de conta, avaliação emergencial de crédito e a lista seque. 

Alguns especialistas afirmam que há tarifas que servem como uma forma de desestimular o uso excessivo de alguns serviços. Entretanto, também podemos entender isso como um serviço mais sensível ou “perigoso” para o banco. 

Por exemplo, os juros dos cartões de crédito tendem a ser altos. 

Isso parece não fazer sentido, já que se o cliente não conseguiu pagar a fatura, como pagaria um valor superior? Porém, é isso que costuma acontecer, em uma tentativa de regularizar as finanças e tirar o nome do vermelho. 

É importante ressaltar que as tarifas bancárias são regulamentadas pelo Banco Central e devem ser transparentes. 

Isso significa que os bancos são obrigados a informar claramente quais são as tarifas cobradas e em quais situações elas são aplicadas.

Conheça as principais tarifas bancárias 

Conhecendo as tarifas bancárias, é hora de conhecer as mais comuns, para já entender por que alguns valores tendem a sair da sua conta. Veja: 

  • Manutenção de conta: taxa mensal cobrada pela manutenção da conta bancária; 
  • Tarifa de saque: cobrada quando você faz saques em caixas eletrônicos de outros bancos;
  • Transferências: taxas cobradas por transferências entre contas do mesmo banco ou bancos diferentes, bem como para transferências internacionais;
  • Extrato impresso: algumas instituições cobram por extratos impressos solicitados no banco ou enviados pelo correio;
  • Cheques: taxas relacionadas ao uso de cheques, como emissão, folhas adicionais, sustação de cheque, etc;
  • DOC e TED: taxas para transferências eletrônicas de valores para contas em outros bancos;
  • Cartão de crédito: anuidade, tarifas por atraso no pagamento, taxa de emissão de segunda via, entre outras;
  • Empréstimos e financiamentos: taxas de juros, tarifas de abertura de crédito, seguro prestamista e outras;
  • Investimentos: custódia de títulos, taxas de administração de fundos de investimento, etc. 

Vale dizer que há bancos que cobram uma taxa, mas não cobram outra. Atualmente, por exemplo, a maioria não cobra a taxa de manutenção, principalmente quando pensamos nos bancos digitais. 

Inclusive, os bancos digitais revolucionaram esse campo, oferecendo diversas vantagens para os clientes, com uma “conta mais barata” e acessível. Em todo caso, fique atento ao contrato. 

Atenção, existe a Cesta Bancária

A cesta bancária é um pacote de serviços oferecido pelos bancos incluindo um conjunto de operações bancárias básicas por um preço fixo mensal. Em outras palavras, para os serviços mais usados. 

Porém, essas operações variam conforme o banco, mas costuma incluir serviços limitados, como um volume exato de saques, transferências e extratos. Muitos desses serviços mudaram nos últimos anos, com o surgimento dos apps e Pix. 

Assim, ao aderir a uma cesta bancária, você paga uma tarifa mensal pelo pacote de serviços, o que pode ou não ser interessante para o seu perfil.

Simultaneamente, o Banco Central obriga que os bancos tenham uma Cesta Bancária gratuita, composto por: 

  • Abertura de conta: Os bancos devem oferecer a abertura de conta, conta poupança e conta de pagamento pré-paga gratuitamente.
  • Fornecimento de cartão de débito: O banco deve fornecer pelo menos um cartão de débito por titular da conta, também sem custo.
  • Realização de até quatro saques por mês: Os clientes têm direito a realizar até quatro saques por mês, inclusive por meio de guichê de caixa ou terminal de autoatendimento.
  • Realização de até duas transferências por mês: O banco deve permitir que o cliente realize até duas transferências por mês, para conta de mesma titularidade.
  • Fornecimento de até dois extratos por mês: O cliente tem direito a receber até dois extratos mensais contendo toda a movimentação da conta.
  • Consulta de saldo: O banco deve fornecer meios para que o cliente consulte gratuitamente o saldo da sua conta.
  • Compensação de cheques: Os bancos devem permitir a compensação gratuita de cheques depositados na conta do cliente.

Ou seja, você só paga se ultrapassar esse volume. Então, fique atento aos números. 

Enfim, para saber mais e acompanhar as melhores dicas, curiosidades e segredos de finanças, não deixe de conferir o nosso blog. Aqui você encontra conteúdos atualizados, novidades e mais!

Não consegui realizar ação revisional de contrato, e agora?

realizar ação revisional de contrato

Não conseguir realizar a ação revisional de contrato é um medo comum entre os leitores, que não sabem o que fazer caso isso aconteça. 

Primeiramente, essa ação tem como objetivo revisar todo o seu contrato com o intuito de reduzir ou eliminar taxas e cláusulas abusivas, bem como acabar com o saldo devedor. Além disso, há situações em que cabe devolução do valor que foi pago indevidamente. 

Neste cenário, o valor das parcelas pode ser alterado, o prazo de pagamento muda e assim por diante. 

Então, saiba o que fazer diante desse acontecimento. Confira! 

Dificuldades em fazer uma ação revisional: conheça os motivos 

A princípio, existem uma série de motivos que levam um consumidor a enfrentar dificuldades em fazer uma ação revisional de contrato. Inclusive, problemas para dar os primeiros passos. 

Ou seja, você nem sempre consegue ingressar juridicamente neste processo. Dessa forma, as causas para isso incluem: 

  • Falta de base jurídica: toda ação revisional depende de fundamentos jurídicos. Logo, se não já algo sólido, isso não acontece. Por isso, o seu contrato deve ter irregularidades ou abusos para começar tudo isso; 
  • Falta de provas ou documentos: a base de uma ação revisional envolve documentos e provas da abusividade. Isso serve para sustentar toda a alegação, seja o contrato, comprovantes de pagamento, extratos, etc. Por isso é importante que você guarde tudo; 
  • Prescrição: todo contrato tem um prazo de prescrição, ou seja, deixa de valer qualquer tipo de ação. Assim, converse com um advogado e veja se o prazo ainda não expirou – no caso de contratos já finalizados; 
  • Problemas financeiros: a ação revisional pode envolver custos, caso não busque as vias gratuitas. Dessa forma, a nossa dica é buscar a Defensoria Pública, mesmo sendo um pouco mais lento, em alguns casos, evita esse problema. 

Enfim, sempre que tiver problemas com um contrato, a primeira coisa a ser feita é conversar com a empresa, esclarecendo todas as questões relacionadas ao documento. 

Porém, se não houver uma solução efetiva, siga para os meios legais. 

Por que meu nome ficou no vermelho? 

Um risco da ação revisional é que o contrato revisado pode ser considerado como inadimplente, isso até o processo ser concluído. 

Dessa forma, quando a ação for ajuizada, essa é uma consequência do processo. 

Tenha em mente que essa não é uma regra, mas uma possibilidade. 

Simultaneamente, muitos consumidores têm o CPF negativado antes da ação, decorrente da inadimplência, atrasos, problemas na comunicação e assim por diante. 

Portanto, uma dica importante é continuar pagando as parcelas durante o processo de revisão. Se isso não for possível, converse com um advogado para entender a sua situação e regularizar tudo isso. 

A negativação causa uma série de desafios, como dificuldade para conseguir crédito, redução do seu score de crédito, entre outras restrições. Logo, busque uma solução. 

Não consegui realizar ação revisional de contrato, e agora? 

Agora, chegamos à temática principal desse post. Portanto, se você não conseguir realizar ação revisional de contrato, há outras alternativas que devem ser exploradas. Vamos lá! 

Negociação direta

A primeira alternativa é fazer uma negociação direta com a instituição financeira

Na prática, explique toda sua situação e veja quais são os acordos possíveis, renegociando as condições daquele contrato. Geralmente, o foco é reduzir os custos, juros ou mudar o prazo de pagamento. 

Caso tenha dívidas em aberto, converse sobre renegociação total da conta, prazos para pagamentos do atrasado, eliminação de juros para quitação e assim por diante. 

Procurar ajuda especializada

Se possível, contrate um advogado especializado em direito do consumidor e em questões financeiras para obter orientação sobre outras opções legais disponíveis para você. 

Esses profissionais podem sugerir opções ou estratégias que ainda não foram consideradas. Além de realizarem mais facilmente acordos diretos com a empresa. 

Busca por programas de renegociação

Diversas instituições financeiras oferecem programas de renegociação de dívidas para clientes com dificuldades financeiras. 

Verifique se a sua instituição oferece essa opção e como você pode participar.

Mediação ou conciliação

Uma alternativa é conversar com a empresa por meio de uma mediação ou conciliação. Esse processo é uma alternativa eficiente que reúne as partes envolvidas no processo para discutir as soluções. 

Geralmente, a mediação envolve a apresentação de uma proposta, por você, e uma contraproposta, pela empresa. 

Busque informações sobre suas dívidas

Por fim, você deve buscar informações completas sobre a sua dívida, para realmente avaliar sua situação financeira. 

Dessa forma, veja os valores da dívida, o que está em contrato, taxas de juros e multas, bem como as opções de soluções. 

Uma dica para isso é ir até os órgãos de deseja do consumidor, como o Procon, para ter uma orientação mais clara sobre o assunto. Mesmo que não seja realizada uma ação revisional, esses locais contam com profissionais que oferecem um melhor direcionamento.  

Se você não conseguiu realizar ação revisional de contrato, siga essas dicas para tentar um novo acordo com a instituição financeira/empresa. 

Entretanto, se fez a ação e a resposta não foi a esperada, que seria vantajosa para você, há quatro opções que podem ser exploradas, como: 

  1. Revisão do processo: é importante revisar o processo e verificar se houve algum erro processual ou mesmo de fundamentação que possa ser corrigido. 
  2. Recorrer da decisão: se você acredita que a decisão judicial foi injusta, uma opção é recorrer da decisão para instâncias superiores, como o Tribunal de Justiça. 
  3. Negociar com a instituição financeira: mesmo após o resultado da ação revisional, você deve tentar negociar com a instituição financeira para buscar um acordo que seja favorável para ambas as partes. Uma renegociação da dívida pode ser uma opção viável, mais fácil e barata. 
  4. Buscar outras vias legais: conforme o caso, é possível ingressar com outras ações judiciais, como ação declaratória de nulidade de cláusulas abusivas ou uma ação indenizatória por danos materiais e morais.

Em todos os casos, é indispensável que você busque um advogado especializado, já que ele será capaz de avaliar e buscar as melhores opções. Enfim, busque uma alternativa viável para o seu problema e regularize suas finanças.