Anatocismo: Abuso Pode Estar Inflando Sua Dívida

Anatocismo: Abuso Pode Estar Inflando Sua Dívida

Anatocismo:Entenda o que é, como identificar se ele está no seu contrato e — o mais importante — o que fazer para se livrar desse abuso.

Você já pagou dezenas de parcelas do financiamento do seu carro e, quando foi verificar o saldo devedor, ele parecia quase o mesmo do início? Essa sensação de “enxugar gelo” é mais comum do que parece — e na maioria dos casos tem um nome: anatocismo.

Também conhecido como juros sobre juros, o anatocismo é uma prática silenciosa que pode estar transformando uma dívida que seria pagável em uma bola de neve sem fim. O pior? Em muitos contratos, ele é aplicado de forma abusiva, sem que o consumidor saiba.

Neste post, você vai entender o que é anatocismo, como identificar se ele está no seu contrato e — o mais importante — o que fazer para se livrar desse abuso.

 

O que é anatocismo?

De forma simples, anatocismo é a cobrança de juros sobre juros já vencidos. Em vez de os juros incidirem apenas sobre o valor original da dívida (juros simples), eles passam a incidir sobre o montante total — que já inclui juros de períodos anteriores.

Juros simples vs. juros compostos

Para entender melhor, veja a diferença:

  • Juros simples: são calculados sempre sobre o valor original do empréstimo. Se você deve R$10.000 com juros de 2% ao mês, todo mês incidem R$200 de juros — nem mais, nem menos.
  • Juros compostos (com anatocismo): os juros são calculados sobre o saldo total, que já inclui os juros dos meses anteriores. Usando o mesmo exemplo, no primeiro mês seriam R$200 de juros; no segundo, sobre R$10.400; no terceiro, sobre R$10.608 — e assim por diante.

No mundo dos investimentos, os juros compostos são aliados. Na dívida, são uma armadilha matemática que faz o saldo crescer de forma exponencial.

O que a lei diz

No Brasil, o anatocismo é proibido. A Súmula 121 do Supremo Tribunal Federal (STF) é clara: “É vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente convencionada.”

Isso significa que, mesmo que o contrato preveja a cobrança de juros sobre juros, essa cláusula pode ser considerada ilegal. A única exceção permitida é para contratos com periodicidade igual ou superior a um ano, conforme a Medida Provisória 2.170-36/2001 — o que exclui a grande maioria dos financiamentos de veículos, que têm capitalização mensal.

 

Como o anatocismo aparece nos contratos de financiamento

O anatocismo não vem com uma placa dizendo “aqui há juros sobre juros”. Ele está embutido em cláusulas, planilhas e fórmulas que o consumidor comum dificilmente questiona.

Capitalização mensal de juros

Essa é a forma mais comum. O contrato prevê que a instituição financeira calcula os juros mês a mês sobre o saldo devedor total — que já inclui os juros do mês anterior. É o anatocismo puro, disfarçado de “prática padrão do mercado”.

Tabela Price

A Tabela Price é amplamente usada em financiamentos de veículos no Brasil. O problema é que ela embute anatocismo na sua própria lógica matemática. As parcelas são fixas, mas a amortização do valor principal é menor no início — ou seja, você paga muito mais juros nos primeiros meses, e os juros não pagos são capitalizados.

Por isso, em muitos contratos com Tabela Price, o saldo devedor demora a diminuir, mesmo com parcelas pagas em dia.

Cartão de crédito e cheque especial

Fora do financiamento veicular, os exemplos mais agressivos de anatocismo estão no rotativo do cartão de crédito e no cheque especial. As taxas são altíssimas e os juros são capitalizados diariamente em alguns casos. É por isso que uma dívida pequena no cartão pode se multiplicar em poucos meses.

 

O impacto real no seu bolso

Vamos a um exemplo prático para entender o tamanho do problema.

Imagine um financiamento de R$30.000 em 48 meses, com taxa de juros de 1,5% ao mês.

Cenário 1 — Sem anatocismo (juros simples):

  • Juros mensais: R$450 (1,5% de R$ 30.000)
  • Total de juros em 48 meses: R$ 21.600
  • Valor total pago ao final: R$51.600

Cenário 2 — Com anatocismo (juros compostos — prática mais comum):

  • Os juros incidem sobre o saldo devedor atualizado mês a mês
  • Total de juros em 48 meses: aproximadamente R$36.000
  • Valor total pago ao final: aproximadamente R$66.000

A diferença? Cerca de R$14.400 a mais — tudo por causa dos juros sobre juros.

Agora pense: esses R$14.400 podem representar um carro popular usado, uma viagem ou a entrada de um novo bem. E o banco embolsou esse dinheiro por uma prática que, na maioria dos casos, o consumidor pode questionar legalmente.

O que diz a Justiça?

Os tribunais brasileiros têm jurisprudência consolidada sobre o tema. Bem como, a jurisprudência reconhece amplamente o anatocismo em contratos de financiamento como prática abusiva quando a capitalização ocorre em período inferior a um ano.

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) também protege o consumidor nesses casos. Nesse sentido, o artigo 51 determina que são nulas de pleno direito as cláusulas contratuais que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada — e um contrato que cobra juros sobre juros sem transparência se encaixa perfeitamente nessa definição.

Na prática, ações revisionais de contrato têm conseguido:

  • A exclusão da capitalização mensal de juros
  • O recálculo do saldo devedor com juros simples
  • A devolução em dobro dos valores pagos indevidamente
  • Descontos expressivos na quitação do financiamento, muitas vezes superiores a 50%

Como identificar se seu contrato tem anatocismo

Você não precisa ser especialista para desconfiar. Por isso, aqui vai um checklist simples:

  1. Solicite a planilha de evolução do financiamento — O banco é obrigado a fornecer. Além disso, lá estará detalhado mês a mês o valor dos juros cobrados.
  2. Compare a taxa nominal com o CET — Dessa forma, se a diferença entre os dois for muito grande, é sinal de que há taxas e capitalizações embutidas.
  3. Observe se o saldo devedor diminui na proporção correta — Se você pagou 12 parcelas de um financiamento de 48 meses e o saldo devedor reduziu menos de 25%, algo está errado.
  4. Verifique se a Tabela Price foi usada — Nem toda Tabela Price é abusiva, mas ela exige análise criteriosa para verificar se há anatocismo disfarçado.
  5. Desconfie de juros muito acima da taxa média de mercado — Consulte as taxas divulgadas mensalmente pelo Banco Central para a mesma modalidade.

Se um ou mais itens acenderem o alerta, é hora de buscar uma análise profissional.

O que fazer se identificar anatocismo no seu contrato

Se você suspeita que está pagando juros sobre juros no seu financiamento, não se desespere. Há caminhos para resolver.

1. Reúna todos os documentos

Separe o contrato de financiamento, comprovantes de pagamento, a planilha de evolução e qualquer correspondência com o banco. Em suma, esses documentos serão a base da sua análise.

2. Busque uma análise especializada

Busque por uma empresa especialista em revisão de contratos de financiamento. Elas analisam cada cláusula, calculam os valores corretos e identificam exatamente onde estão os abusos — incluindo o anatocismo.

3. Renegociação extrajudicial

Em muitos casos, consegue-se um acordo diretamente com o banco, sem necessidade de ação judicial. Além disso, munidos da análise técnica, apresentam-se os cálculos corretos e negocia-se condições justas. Contudo, o banco muitas vezes prefere renegociar a enfrentar uma ação revisional.

4. Ação revisional

Se a negociação extrajudicial não for suficiente, inicia-se uma ação revisional na Justiça.  Ao passo que, os resultados costumam ser expressivos: redução do saldo devedor, exclusão dos juros abusivos e, em muitos casos, devolução em dobro dos valores pagos indevidamente.

 

Perguntas Frequentes

Todo contrato com juros compostos tem anatocismo? Não. A diferença está na periodicidade da capitalização. Se o contrato de financiamento capitaliza os juros mensalmente, há anatocismo.Se a capitalização é anual (ou inexistente), não.

Posso pedir a devolução dos valores pagos a mais? Sim. Além disso, se comprovada a cobrança abusiva, é possível pedir a restituição em dobro dos valores, com juros e correção monetária.

A Tabela Price é ilegal? A Tabela Price em si não é ilegal. No entanto, o problema é quando a instituição financeira a usa sem transparência e embute anatocismo sem o conhecimento do consumidor.

Quanto tempo leva uma revisão contratual? Depende do caso. As partes podem fechar acordos extrajudiciais em semanas.Além disso, ações judiciais levam mais tempo, mas os resultados costumam ser mais vantajosos.

Vale a pena contratar um especialista? Com certeza. A análise técnica correta faz toda a diferença entre um acordo razoável e um excelente resultado. Um profissional sabe exatamente onde buscar os abusos e como negociar com o banco.

 

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Tarifas bancárias: guia facilitado

Tarifas bancárias

Nesse post, separamos o que você precisa saber sobre as tarifas bancárias. Desde para que serve esses valores até os principais tipos e a Cesta Bancária. 

Dessa forma, fica mais fácil prestar atenção e sempre conferir o que há no seu extrato, principalmente em relação as cobranças.  Boa leitura! 

O que são e por que existem tarifas bancárias? 

Primeiramente, as tarifas bancárias são os valores que os bancos cobram pela prestação de serviços relacionados às contas e operações financeiras. 

Essas tarifas são estabelecidas pelas instituições financeiras, variando conforme o tipo de conta, serviços utilizados e as políticas de cada banco. Justamente por isso, muitos clientes têm dúvidas ou nem sabem que essas cobranças existem – até precisar pagar por elas. 

As tarifas incluem, por exemplo, a manutenção da conta, emissão de extratos, transferências entre contas, saques, uso de cartões, entre outros. 

Vale dizer que cada banco possui sua própria tabela de tarifas, que deve ser disponibilizada aos clientes para consulta. Geralmente online e em contratos, aqueles que pouquíssimos clientes leem completamente. 

Então, aqui fica a dica: sempre verifique o que os contratos dizem, veja quais são os custos e, na dúvida, pergunte para um agente financeiro. 

Dica: mesmo as cobranças pequenas, aquelas de poucos centavos, acabam por significa um lucro. Imagina um banco cobrando R$ 0,20 a cada conta. Rapidamente, isso significa milhões de lucro sem qualquer gasto direto. 

E por que essas tarifas existem? 

Na prática, as tarifas bancárias servem para cobrir os custos daquilo que o banco oferece. Ou seja, para custear (e lucrar) com todos os serviços que as instituições financeiras disponibilizam para os clientes. 

Essa é uma questão importante, já que muitos brasileiros não entendem como os bancos funcionam, no sentido de oferecer uma vantagem financeira. 

Dessa forma, os bancos oferecem uma variedade de serviços e cobram para cobrir os custos operacionais associados a esses serviços. Geralmente, os serviços mais conhecidos são transferências, saques e emissão de cartões. Porém, também tem a manutenção de conta, avaliação emergencial de crédito e a lista seque. 

Alguns especialistas afirmam que há tarifas que servem como uma forma de desestimular o uso excessivo de alguns serviços. Entretanto, também podemos entender isso como um serviço mais sensível ou “perigoso” para o banco. 

Por exemplo, os juros dos cartões de crédito tendem a ser altos. 

Isso parece não fazer sentido, já que se o cliente não conseguiu pagar a fatura, como pagaria um valor superior? Porém, é isso que costuma acontecer, em uma tentativa de regularizar as finanças e tirar o nome do vermelho. 

É importante ressaltar que as tarifas bancárias são regulamentadas pelo Banco Central e devem ser transparentes. 

Isso significa que os bancos são obrigados a informar claramente quais são as tarifas cobradas e em quais situações elas são aplicadas.

Conheça as principais tarifas bancárias 

Conhecendo as tarifas bancárias, é hora de conhecer as mais comuns, para já entender por que alguns valores tendem a sair da sua conta. Veja: 

  • Manutenção de conta: taxa mensal cobrada pela manutenção da conta bancária; 
  • Tarifa de saque: cobrada quando você faz saques em caixas eletrônicos de outros bancos;
  • Transferências: taxas cobradas por transferências entre contas do mesmo banco ou bancos diferentes, bem como para transferências internacionais;
  • Extrato impresso: algumas instituições cobram por extratos impressos solicitados no banco ou enviados pelo correio;
  • Cheques: taxas relacionadas ao uso de cheques, como emissão, folhas adicionais, sustação de cheque, etc;
  • DOC e TED: taxas para transferências eletrônicas de valores para contas em outros bancos;
  • Cartão de crédito: anuidade, tarifas por atraso no pagamento, taxa de emissão de segunda via, entre outras;
  • Empréstimos e financiamentos: taxas de juros, tarifas de abertura de crédito, seguro prestamista e outras;
  • Investimentos: custódia de títulos, taxas de administração de fundos de investimento, etc. 

Vale dizer que há bancos que cobram uma taxa, mas não cobram outra. Atualmente, por exemplo, a maioria não cobra a taxa de manutenção, principalmente quando pensamos nos bancos digitais. 

Inclusive, os bancos digitais revolucionaram esse campo, oferecendo diversas vantagens para os clientes, com uma “conta mais barata” e acessível. Em todo caso, fique atento ao contrato. 

Atenção, existe a Cesta Bancária

A cesta bancária é um pacote de serviços oferecido pelos bancos incluindo um conjunto de operações bancárias básicas por um preço fixo mensal. Em outras palavras, para os serviços mais usados. 

Porém, essas operações variam conforme o banco, mas costuma incluir serviços limitados, como um volume exato de saques, transferências e extratos. Muitos desses serviços mudaram nos últimos anos, com o surgimento dos apps e Pix. 

Assim, ao aderir a uma cesta bancária, você paga uma tarifa mensal pelo pacote de serviços, o que pode ou não ser interessante para o seu perfil.

Simultaneamente, o Banco Central obriga que os bancos tenham uma Cesta Bancária gratuita, composto por: 

  • Abertura de conta: Os bancos devem oferecer a abertura de conta, conta poupança e conta de pagamento pré-paga gratuitamente.
  • Fornecimento de cartão de débito: O banco deve fornecer pelo menos um cartão de débito por titular da conta, também sem custo.
  • Realização de até quatro saques por mês: Os clientes têm direito a realizar até quatro saques por mês, inclusive por meio de guichê de caixa ou terminal de autoatendimento.
  • Realização de até duas transferências por mês: O banco deve permitir que o cliente realize até duas transferências por mês, para conta de mesma titularidade.
  • Fornecimento de até dois extratos por mês: O cliente tem direito a receber até dois extratos mensais contendo toda a movimentação da conta.
  • Consulta de saldo: O banco deve fornecer meios para que o cliente consulte gratuitamente o saldo da sua conta.
  • Compensação de cheques: Os bancos devem permitir a compensação gratuita de cheques depositados na conta do cliente.

Ou seja, você só paga se ultrapassar esse volume. Então, fique atento aos números. 

Enfim, para saber mais e acompanhar as melhores dicas, curiosidades e segredos de finanças, não deixe de conferir o nosso blog. Aqui você encontra conteúdos atualizados, novidades e mais!

Não consegui realizar ação revisional de contrato, e agora?

realizar ação revisional de contrato

Não conseguir realizar a ação revisional de contrato é um medo comum entre os leitores, que não sabem o que fazer caso isso aconteça. 

Primeiramente, essa ação tem como objetivo revisar todo o seu contrato com o intuito de reduzir ou eliminar taxas e cláusulas abusivas, bem como acabar com o saldo devedor. Além disso, há situações em que cabe devolução do valor que foi pago indevidamente. 

Neste cenário, o valor das parcelas pode ser alterado, o prazo de pagamento muda e assim por diante. 

Então, saiba o que fazer diante desse acontecimento. Confira! 

Dificuldades em fazer uma ação revisional: conheça os motivos 

A princípio, existem uma série de motivos que levam um consumidor a enfrentar dificuldades em fazer uma ação revisional de contrato. Inclusive, problemas para dar os primeiros passos. 

Ou seja, você nem sempre consegue ingressar juridicamente neste processo. Dessa forma, as causas para isso incluem: 

  • Falta de base jurídica: toda ação revisional depende de fundamentos jurídicos. Logo, se não já algo sólido, isso não acontece. Por isso, o seu contrato deve ter irregularidades ou abusos para começar tudo isso; 
  • Falta de provas ou documentos: a base de uma ação revisional envolve documentos e provas da abusividade. Isso serve para sustentar toda a alegação, seja o contrato, comprovantes de pagamento, extratos, etc. Por isso é importante que você guarde tudo; 
  • Prescrição: todo contrato tem um prazo de prescrição, ou seja, deixa de valer qualquer tipo de ação. Assim, converse com um advogado e veja se o prazo ainda não expirou – no caso de contratos já finalizados; 
  • Problemas financeiros: a ação revisional pode envolver custos, caso não busque as vias gratuitas. Dessa forma, a nossa dica é buscar a Defensoria Pública, mesmo sendo um pouco mais lento, em alguns casos, evita esse problema. 

Enfim, sempre que tiver problemas com um contrato, a primeira coisa a ser feita é conversar com a empresa, esclarecendo todas as questões relacionadas ao documento. 

Porém, se não houver uma solução efetiva, siga para os meios legais. 

Por que meu nome ficou no vermelho? 

Um risco da ação revisional é que o contrato revisado pode ser considerado como inadimplente, isso até o processo ser concluído. 

Dessa forma, quando a ação for ajuizada, essa é uma consequência do processo. 

Tenha em mente que essa não é uma regra, mas uma possibilidade. 

Simultaneamente, muitos consumidores têm o CPF negativado antes da ação, decorrente da inadimplência, atrasos, problemas na comunicação e assim por diante. 

Portanto, uma dica importante é continuar pagando as parcelas durante o processo de revisão. Se isso não for possível, converse com um advogado para entender a sua situação e regularizar tudo isso. 

A negativação causa uma série de desafios, como dificuldade para conseguir crédito, redução do seu score de crédito, entre outras restrições. Logo, busque uma solução. 

Não consegui realizar ação revisional de contrato, e agora? 

Agora, chegamos à temática principal desse post. Portanto, se você não conseguir realizar ação revisional de contrato, há outras alternativas que devem ser exploradas. Vamos lá! 

Negociação direta

A primeira alternativa é fazer uma negociação direta com a instituição financeira

Na prática, explique toda sua situação e veja quais são os acordos possíveis, renegociando as condições daquele contrato. Geralmente, o foco é reduzir os custos, juros ou mudar o prazo de pagamento. 

Caso tenha dívidas em aberto, converse sobre renegociação total da conta, prazos para pagamentos do atrasado, eliminação de juros para quitação e assim por diante. 

Procurar ajuda especializada

Se possível, contrate um advogado especializado em direito do consumidor e em questões financeiras para obter orientação sobre outras opções legais disponíveis para você. 

Esses profissionais podem sugerir opções ou estratégias que ainda não foram consideradas. Além de realizarem mais facilmente acordos diretos com a empresa. 

Busca por programas de renegociação

Diversas instituições financeiras oferecem programas de renegociação de dívidas para clientes com dificuldades financeiras. 

Verifique se a sua instituição oferece essa opção e como você pode participar.

Mediação ou conciliação

Uma alternativa é conversar com a empresa por meio de uma mediação ou conciliação. Esse processo é uma alternativa eficiente que reúne as partes envolvidas no processo para discutir as soluções. 

Geralmente, a mediação envolve a apresentação de uma proposta, por você, e uma contraproposta, pela empresa. 

Busque informações sobre suas dívidas

Por fim, você deve buscar informações completas sobre a sua dívida, para realmente avaliar sua situação financeira. 

Dessa forma, veja os valores da dívida, o que está em contrato, taxas de juros e multas, bem como as opções de soluções. 

Uma dica para isso é ir até os órgãos de deseja do consumidor, como o Procon, para ter uma orientação mais clara sobre o assunto. Mesmo que não seja realizada uma ação revisional, esses locais contam com profissionais que oferecem um melhor direcionamento.  

Se você não conseguiu realizar ação revisional de contrato, siga essas dicas para tentar um novo acordo com a instituição financeira/empresa. 

Entretanto, se fez a ação e a resposta não foi a esperada, que seria vantajosa para você, há quatro opções que podem ser exploradas, como: 

  1. Revisão do processo: é importante revisar o processo e verificar se houve algum erro processual ou mesmo de fundamentação que possa ser corrigido. 
  2. Recorrer da decisão: se você acredita que a decisão judicial foi injusta, uma opção é recorrer da decisão para instâncias superiores, como o Tribunal de Justiça. 
  3. Negociar com a instituição financeira: mesmo após o resultado da ação revisional, você deve tentar negociar com a instituição financeira para buscar um acordo que seja favorável para ambas as partes. Uma renegociação da dívida pode ser uma opção viável, mais fácil e barata. 
  4. Buscar outras vias legais: conforme o caso, é possível ingressar com outras ações judiciais, como ação declaratória de nulidade de cláusulas abusivas ou uma ação indenizatória por danos materiais e morais.

Em todos os casos, é indispensável que você busque um advogado especializado, já que ele será capaz de avaliar e buscar as melhores opções. Enfim, busque uma alternativa viável para o seu problema e regularize suas finanças.

Dicas para resolver o problema de taxas abusivas

Dicas para resolver o problema de taxas abusivas

As dicas para resolver o problema de taxas abusivas vem para permitir que você saiba exatamente o que fazer e como se proteger das instituições financeiras que atuam de má-fé. 

Dessa forma, separamos nesse post o que você precisa saber sobre o assunto de forma prática e simples. Vamos lá! 

 

O que são taxas abusivas? 

Primeiramente, vamos entender melhor o assunto. 

De forma resumida, taxas, em termos financeiros, são valores cobrados em formato de troca. Ou seja, uma empresa, instituição financeira ou prestador de serviços cobra para fornecer um serviço ou pela realização de uma operação financeira. 

Essas taxas podem ser cobradas de diversas formas, como uma taxa única, uma taxa mensal, anual, entre outras.

Por exemplo, em um empréstimo, além do valor principal emprestado, você terá de pagar uma taxa de juros pelo uso do dinheiro, bem como outras taxas relacionadas à análise de crédito, administração do contrato, entre outras.

Assim, as taxas são uma forma legítima de remunerar os serviços prestados, mas podem se tornar abusivas quando são cobradas de forma excessiva ou desproporcional em relação aos serviços prestados. 

Nesses casos, considera-se as taxas como abusivas de acordo com a legislação vigente e o consumidor pode ter o direito de contestá-las e buscar a sua redução ou eliminação.

Dessa forma, as taxas abusivas são aquelas que são cobradas de forma excessiva ou injustificada, prejudicando o consumidor de maneira desproporcional

Essas taxas podem estar presentes em diversos tipos de contratos, como empréstimos, financiamentos, cartões de crédito, entre outros.

Alguns exemplos que podem ser considerados abusivos incluem:

  • Taxas de administração: Cobradas para cobrir os custos de administração do contrato. Quando muito altas, as taxas podem ser consideradas abusivas;
  • Análise de crédito: Cobradas para avaliar o perfil de crédito do consumidor. Devem ser proporcionais aos custos efetivamente incorridos pela empresa;
  • Renovação: Cobradas para renovar o contrato. É fundamental que as informações sejam claras e devidamente justificadas;
  • Manutenção: Cobradas para manter o contrato ativo. Devem ser razoáveis e proporcionais aos serviços prestados;
  • Encerramento contratual: Cobradas ao encerrar o contrato. É fundamental que as informações sejam claras e devidamente justificadas.

Para determinar se uma taxa é abusiva, considere se ela está de acordo com a legislação vigente e se é justificada pelos serviços prestados pela empresa. Em caso de dúvida, busque a orientação de um advogado especializado em direito do consumidor.

Dicas para resolver o problema de taxas abusivas 

Agora, vamos as melhores dicas para resolver o problema de taxas abusivas desde o primeiro momento. Aqui, o foco é ensinar você a compreender e buscar uma solução. 

Entenda o contrato

A princípio, a regra básica é ler e entender o seu contrato. Sem isso, tudo fica mais complicado. 

Dessa forma, tenha o documento em mãos e comece a ler cada uma das cláusulas e fazer anotações sobre o que elas significam. Se tiver dúvidas, pesquise, veja vídeos e confira o que profissionais falam sobre o assunto. 

Neste momento, você começa a descobrir quais são as taxas e encargos presentes no seu contrato, condições especiais e as responsabilidades de cada uma das partes. 

 Verifique a legalidade 

Sabendo quais os números do seu contrato, é hora de conferir se há legalidade ali ou não. Inclusive a legalidade das cláusulas.  

Para isso, compare com contratos de outras instituições financeiras, bem como com os dados apresentados pelo Banco Central. Entretanto, nem sempre isso é muito prático. 

Geralmente, a recomendação é solicitar suporte profissional, com um pedido de ação revisional. 

Negocie com a empresa

Sabendo que há algo errado com o seu contrato, reúna essas “provas” e tente conversar com a empresa

Em muitos casos, a empresa aceita uma negociação, reduzindo parte das taxas abusivas ou anulando algumas cláusulas para evitar ações judiciais. 

Entre em contato com a empresa ou instituição financeira responsável pelo contrato e inicie essa conversa. 

Registre uma reclamação é uma das dicas para resolver o problema de taxas abusivas 

Quando a empresa não aceita nenhuma alteração naquele contrato, isso significa que é necessário ir para a próxima etapa. Vale lembrar que, muitas vezes, as empresas tentam justificar aquelas cláusulas, daí a importância de ter um profissional ao seu lado. 

Dessa forma, se não conseguir resolver o problema diretamente com a empresa, registre uma reclamação nos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e apresente todas as evidências que comprovem as taxas abusivas.

Considere uma ação judicial 

Ao registrar a sua reclamação, algumas empresas passam a tentar um contato para resolver a situação. 

Inclusive, diversas ações têm sido efetivas ao usar a internet. Porém, tenha cuidado ao fazer isso, para não dar “espaço” para a empresa agir contra você. 

Se todas as tentativas de negociação falharem, considere entrar com uma ação judicial contra a empresa para contestar as taxas abusivas e buscar uma reparação adequada.

Dicas para resolver o problema de taxas abusivas: Evite o endividamento

Até que o problema desse contrato abusivo não se resolva, nãso contraia contrair mais dívidas com a empresa ou instituição financeira para  que a sitação não  se agrave ainda mais.

Assim, organize suas finanças pessoais, não deixe de pagar o seu contrato, guarde todos os comprovantes e use isso para “montar” o seu caso. 

Por fim, a recomendação é buscar suporte profissional para a ação revisional judicial, ou mesmo um consultor especializado, para definir os próximos passos. 

Tenha em mente que agir de forma tranquila, consciente e legal é a melhor solução.  

Enfim, seguindo cada uma dessas dicas, fica mais fácil garantir seus direitos como consumidor, proteger seu patrimônio, bem como garantir o melhor aproveitamento do seu dinheiro. 

 

 

Melhores dicas para organizar as finanças no início do ano

Melhores dicas para organizar as finanças no início do ano

Nesse post, você confere as melhores dicas para organizar as finanças no início do ano, sendo esse um dos períodos que merece atenção para que os demais meses sejam tranquilos. 

Em resumo, saber como colocar tudo em perspectiva facilita a rotina e evita que você passe o ano todo “correndo atrás do prejuízo”. 

Vamos começar! 

1# Avalie tudo o que aconteceu no ano anterior 

Para começar, uma das principais formas de conseguir reestruturar a vida financeira é avaliando os erros e acertos que você já cometeu. Portanto, considere o que acontece no ano anterior. 

Geralmente, é dessa forma que notamos os obstáculos e as dificuldades, bem como as formas mais efetivas de evitar que tudo aquilo se repita

Por exemplo, considere que você ficou com uma conta enorme com o cartão de crédito devido as compras realizadas ao longo do último ano. Logo, você entende que aquilo não deve ocorrer novamente. 

Neste cenário, é importante definir limites e metas para o uso do cartão

Em resumo, faça uma retrospectiva, anote seus erros e acertos, mudanças mais valiosas e assim por diante. 

2# Melhores dicas para organizar as finanças no início do ano: faça uma lista de prioridades 

A segunda dica desse post envolve criar uma lista daquilo que é importante, em uma ordem que faça sentido para este ano. Ou seja, saiba onde suas prioridades deve estar

Essa lista de prioridades funciona como uma bússola, para você seguir um caminho bacana, reduzindo erros durante os meses do ano. 

Dessa forma, defina quais são as coisas que quer realizar este ano, as dificuldades de cada processo e outros pontos importantes. Por exemplo, se você tem uma dívida e quer quitar, coloque isso na lista e um “passo-a-passo” de como fazer isso acontecer. 

Cabe dizer que essa lista de prioridades é indispensável para eliminar gastos. Afinal, quando você sabe o que quer, fica mais fácil controlar o impulso pelas compras

No geral, a ordem de prioridade envolve, respectivamente: contas com juros mais altos, dívidas comuns no início do ano, contas mensais, reservas e outros – como viagens, presentes, etc. 

3# Reveja seus hábitos e comportamentos diários 

Entre as melhores dicas para organizar as finanças no início do ano, as que não podemos deixar de citar se refere aos seus hábitos e comportamentos diários. Afinal, é no dia-a-dia que muitas contas começam. 

Na prática, a maioria dos brasileiros acaba se comprometendo nos primeiros meses do ano por gastar com coisas superficiais, levando esse problema para restante do ano.

Assim, comece a avaliar quais são seus comportamentos de compra, os hábitos diários que, muitas vezes, passam desapercebidos. 

Como comprar algo para comer todos os dias, ficar navegando por lojas e conferindo promoções (que nem estão na sua lista de prioridades). 

Além disso, há os gastos exagerados com coisas em geral (como aquela TV por assinatura com 400 canais – e você assiste há dez) deliverys, serviços de streaming que não usa, juros por pagamentos de cartões e atrasados, viagens fora do orçamento, presentes e mais. 

Sendo assim, identifique quais são seus comportamentos problema ou hábitos que impede que o seu planejamento financeiro funcione e comece a mudança agora

4# Centralize suas contas: melhores dicas para organizar as finanças no início do ano

Se você tem conta em mais de um banco ou usa várias contas, um erro comum é manter tudo isso separado. Geralmente, isso acontece quando você tem preferência por uma conta, recebe o salário em outra e tem um cartão de crédito em outro banco. 

Ou seja, envolve diferentes instituições financeiras

Dessa forma, opte por centralizar todas as suas contas, facilitando a avaliação das movimentações e melhorando o seu planejamento. Tanto para os gastos quanto para recebimentos. 

Quando isso não for possível, tenha uma planilha em que as duas contas são anotadas, sem esquecer nenhuma informação. 

Isso permite que você saiba onde gasta e quanto gasta, dívidas em aberto, possibilidades de economias e assim por diante. 

Importante

Se há mais pessoas na casa, como cônjuges e filhos, é importante fazer um alinhamento financeiro que envolve todas essas pessoas

Como as dicas incluem mudanças no estilo de vida, é importante que todos estejam em acordo e façam parte desse processo. 

5# A tecnologia vai te ajudar: aproveite 

Uma das melhores dicas para organizar as finanças no início do ano envolve usar a tecnologia disponível para você. Como os apps de bancos, carteiras digitais e assim por diante. 

Assim, tenha um app de anotação/organização, investimentos e simuladores, dicas e aprendizado, etc. Pesquise as opções (sempre gratuitas) e vá aos poucos escolhendo os melhores para a sua rotina. 

Alguns dos mais conhecidos incluem o Orçamento Fácil, Money Lover, Gestor de Orçamento – Gastos, Organizze, Fortuno, Minhas Economias, etc. 

Resumão para colocar em prática 

Por fim, separamos as melhores dicas para organizar as finanças no início do ano considerando o que você pode começar a fazer agora mesmo. Ou seja, vamos a prática real para mudar o curso da sua vida. 

  • Defina prioridades: tudo começa quando você sabe o que quer, então, faça uma lista considerando o que é mais valioso; 
  • Planejamento financeiro: saiba quanto você ganha e onde gasta o seu dinheiro; 
  • Comece a desenvolver o controle: isso significa começar a cortas gastos, pagar suas dívidas e abandonar o cartão de crédito; 
  • Crie um passo-a-passo: de como organizar aos poucos as suas contas, mudanças de rotina a longo prazo e criação de uma reserva de emergência; 
  • Padrão de vida: o ideal é seguir um padrão abaixo do que recebe, para conseguir poupar dinheiro/fazer uma reserva de emergência. 

Ano novo, tudo de novo

Mesmo que as coisas tenham sido difíceis no último ano, a regra é não desistir, fazer mais mudanças e focar no seu crescimento e desenvolvimento pessoal. 

Dessa forma, comece tudo novamente e faça melhor dessa vez, para realmente adotar práticas que sejam funcionais e que otimizem suas contas. 

Taxas abusivas escondidas: quais são as menos conhecidas?

Taxas abusivas escondidas: quais são as menos conhecidas?

Conhecer as taxas abusivas escondidas presentes nas relações de mercado é indispensável para considerar como o universo financeiro funciona. 

Dessa forma, existem milhares de consumidores pegos de surpresa quando percebem um valor excedente nas contas, como nos contratos de financiamento e nos serviços bancários. 

Aqui, vamos falar um pouco mais sobre o tema para entender como isso impacta negativamente no seu orçamento. Inclusive, é através desse conhecimento que as suas finanças e hábitos mudam para melhor. 

Boa leitura! 

Quais as taxas abusivas escondidas no mercado? 

Primeira, quando pensamos em taxas que ficam escondidas, tenha em mente que são aquelas que, muitas vezes, ficam disfarçadas. Ou seja, você não percebe que paga ou os contratam utilizam um tipo de “maquiagem”. 

Como um novo nome ou sigla. 

Dessa maneira, é interessante conhecer a questão teórica, o que realmente aquela taxa significa naquela relação estabelecida com o banco ou instituição financeira. 

1# Taxas bancárias (e o preço para ter uma conta corrente) 

As taxas bancárias estão entre as principais queixas entre os consumidores e isso ocorre por uma série de motivos. 

Entre as causas está a facilidade de cobrança, as taxas “pequenas demais” para serem notadas, falta de atenção e até os contratos. Muitos consumidores têm a ideia de que, por terem assinado um documento, nada mais poderá ser feito. 

Isso não é verdade! 

Todo contrato pode ser revisado e, sempre que houver uma cláusula abusiva, aquilo deve ser eliminado e a instituição pode ser penalizada.

Neste cenário, diversas instituições impõem taxas de “manutenção ou administração” de contas correntes. Ao longo do tempo, esses valores podem acumular. 

Também há as taxas de extrato e outros custos, que podem ser de centavos. Acontece que, pouco a pouco, tudo isso acumula. 

Aqui, vale lembrar que existe a cesta bancária definida pelo Banco Central, em que uma série de serviços devem ser liberados gratuitamente. 

2# Cartões de crédito além da anuidade: onde ficam as taxas abusivas escondidas 

A anuidade é uma taxa conhecida, mas há outras que muitos clientes desconhecem e capazes de causar um arrombo no orçamento. Entre elas podemos citar as taxas de: 

  • Saque em dinheiro; 
  • Atraso no pagamento; 
  • Encargos por limite excedido; 
  • Reavaliação de limite; 
  • Cartões adicionais, etc. 

Muitas dessas taxas são legais, mas os bancos as cobram de forma excessiva/abusiva. Portanto, é válido acompanhar os números, questionar o banco e garantir os seus direitos. 

3# O custo real do dinheiro emprestado 

Os empréstimos e financiamentos são importantes para o cenário brasileiro, movimentando a economia e levando mais pessoas a alcançarem sonhos. 

Entretanto, um erro comum do consumidor é não entender qual o real custo daquele dinheiro que você pegou. 

Na prática, sempre que você faz um empréstimo ou financiamento, você pede um valor X e, para isso, paga um valor Y, sendo o valor solicitado + os juros e taxas. 

Frequentemente, esses custos extras são vistos como normais, mas nem sempre o são. Então, é preciso observar as taxas da contratação, seguros (que não devem ser obrigatórios) e demais encargos. 

Então, você precisa analisar o contrato com cuidado antes de assinar e, se já tiver assinado, faça uma revisão. 

4# Taxas abusivas escondidas: tarifas de serviços são mais do que você vê 

As empresas de serviços em geral, podem impor diversas taxas de serviços, desde que sejam legais. Porém, devido a ilegalidade, cabe ao consumidor ficar atento as letras pequenas. 

Geralmente, essas taxas escapam da sua atenção. Logo, é indispensável investigar as tarifas relacionadas a entrega, conveniência e quaisquer outras. 

Esse tipo de taxa extorsiva aumenta o valor que você irá pagar por aquele serviço, seja no financiamento de bens, casas e automóveis, em bancos e empréstimos. Como: 

  • Tarifa de emissão de carnê ou boleto; 
  • Tarifa para liquidação antecipada; 
  • Taxa para realização de orçamento, etc. 

5# Os problemas da taxa nos investimentos 

Mesmo quando investe, você está sujeito a uma série de taxas abusivas escondidas que acabam por reduzir seus ganhos. Como as altas taxas de administração de fundos de investimento, taxa de performance e outras. 

Na maioria das vezes, as taxas abusivas relacionadas aos investimentos estão ligadas a movimentação de dinheiro. 

Ou seja, são aquelas cobranças para depositar ou transferir, para investir ou sacar e assim por diante. Lembrando que o Banco Central estipula quais as máximas que as instituições podem cobrar. 

Taxas abusivas mais praticadas do mercado 

Agora, vamos destacar quais as taxas abusivas escondidas mais praticadas do mercado. Dessa forma, fica mais fácil você observar os seus contratos e considerar o que deve ser revisto. 

É importante dizer que, em alguns casos, ao conversar com a instituição financeira sobre as taxas, você pode reduzir ou eliminar algumas delas, mesmo que a instituição diga que elas são legais

Entretanto, muitos consumidores têm dificuldades até para conversar com a empresa, quanto mais para negociar qualquer contrato. Fique atento! 

  • Bancos e instituições financeiras: taxas de manutenção de contracorrente, saques e transferências, inatividade, etc; 
  • Cartões de crédito: anuidade elevada, saque em dinheiro, altos juros para parcelamento, por pagamento mínimo, etc; 
  • Empréstimos e financiamentos: contratação, seguros, análise de crédito, antecipação de parcelas, quitação, etc; 
  • Telecomunicação: rescisão de contrato, instalação ou ativação, desbloqueio de aparelhos, etc; 
  • Energia elétrica: religação, excedente ao consumo, atrasos no pagamento, etc; 
  • Streaming e TVs por assinatura: cancelamento, equipamento, aumento contínuo nas mensalidades, etc;
  • Planos de saúde:  reajustes abusivos, taxas adicionais sem explicação, cobranças indevidas por procedimentos, etc; 
  • Investimentos: corretagem e custódia, taxas de performance não claras, administração em fundos elevadas, etc. 

Enfim, lembre-se que existem as vendas casadas, aquelas em que a empresa/instituição diz que você só pode adquirir um produto ou serviço se comprar/contratar outro. Como os financiamentos que obrigam a contratação de seguros. 

Nesses casos, é indispensável solicitar a exclusão dessas taxas e reaver o valor pago ou abatimento nas parcelas. 

Ademais, sempre revise o contrato com cuidado e peça auxílio profissional para tal. Investir em um advogado é a chance de evitar pagamentos exorbitantes no futuro. 

Revisão de Juros Abusivos – O Serviço que pode reduzir as Parcelas do seu Veículo.

revisão de juros abusivos

Revisão de Juros Abusivos: Decidir entrar de cabeça em uma dívida por alguns anos é a única opção que a maioria dos brasileiros encontram para conquistar o sonho de adquirir seu próprio imóvel ou veículo, mas muitas vezes também é um dos motivos de grandes dores de cabeça.

O financiamento pode se tornar sim uma coisa longa, exaustiva e cansativa, mas dessa forma é a chance de realizar o seu sonho, através de um pagamento a longo prazo.

Mesmo tomando todos os cuidados necessários para não fazer loucuras extremas no financiamento e acabar se endividando, no final das contas não depende só de você para evitar o atraso das parcelas.

Vamos explicar melhor onde queremos chegar com isso!

Você já deve ter ouvido falar sobre juros abusivos, certo?

Provavelmente no momento está sofrendo com isso ou conheça alguém que esteja passando pela situação. De início já vamos te alertar que pagar juros é uma prática que se tornou tão comum que hoje em dia é a principal fonte de despesas das famílias brasileiras, é uma forma das instituições lucrarem em cima dos financiamentos, quando esse juros se tornam abusivos.

No dicionário, abusivo significa algo que seja “excessivo”, que resulta de uma situação injusta, incorreta ou então imprópria. Quando a taxa de juros é abusiva é assim que o consumidor se sente: vítima de uma prática indevida.

Pode-se dizer que juros abusivos estão sendo aplicados no seu contrato quando é muito maior do que o necessário para cobrir o risco do empréstimo, quando a cobrança está acima da média prevista pelo Banco Central ou infringe o Código de Defesa do Consumidor.

Apesar de todo mundo apontar os Juros Abusivos como o principal vilão em um financiamento de carro, não é só apenas com isso que deve se preocupar. Isso porque além dos Juros Abusivos, os bancos costumam incluir diversas cobranças de operação em formato de taxas de serviços que, na maioria das vezes, sequer existem.

 

Contudo, essas taxas devem ser excluídas do seu contrato, e é exatamente nisso que a nossa revisão de Juros Abusivos foca. Com o auxílio de nossos especialistas, vamos analisar todas as cobranças feitas em seu contrato, todas as taxas, e calcular os juros nas parcelas atrasadas para identificar se eles são abusivos ou não, e dessa forma excluir tudo o que for irregular no seu financiamento.

Além disso, podemos solicitar também que seja compensado tudo o que foi pago de maneira indevida. Lembrando que também renegociamos todas as parcelas atrasadas, caso elas existam, livres de Juros Abusivos, e com condições de pagamentos facilitadas.

 

O que é Ação Revisional de Contrato? Ela irá tratar apenas sobre a questão dos juros abusivos?

 

A Ação Revisional de Contrato é um processo pelo qual se pede a revisão judicial das cláusulas do contrato em questão para ser analisado, onde serão revisadas cláusula por cláusula e através de um especialista será apurado se contém a presença de juros abusivos.

 

E qual  o objetivo dessa Revisão Contratual?

 

Entre os seus objetivos, o nosso principal objetivo com a revisão é reduzir o valor das parcelas do seu financiamento com a exclusão dessas tarifas indevidas.

 

  • Eliminar as cláusulas irregulares ou abusivas existentes no contrato;
  • Reduzir substancialmente o valor da dívida ou o valor da prestação do financiamento;
  • Requerer a devolução em dobro de valores pagos a maior;
  • Em alguns casos requerer indenização por dano moral, diante de cobranças indevidas;
  • Evitar a penhora do bem discutido ou que o mesmo seja levado a leilão extrajudicial ou judicial;

 

O motivo da maioria entrar com esse processo é por não conseguir arcar mais com o alto valor das parcelas, que muitas vezes estão inclusos os Juros Abusivos já. Uma grande dúvida que muitos acabam tendo é: Posso entrar com a ação mesmo estando com minhas parcelas do financiamento em atraso?

E para o seu alívio te garantimos que SIM. O direito a entrar com a ação revisional é adquirido no momento que você assina o contrato de financiamento.

Juros abusivos hoje em dia é um problema que pode ser evitado e que  infelizmente se dá à falta de conhecimento. Porém, ao se deparar com essa prática no contrato de financiamento do seu veículo, entre na Justiça com uma Ação Revisional na qual já explicamos no decorrer desse artigo ser uma das suas melhores opções.

Quais as irregularidades podem ser encontradas nestes contratos?

Existe uma série de irregularidades prejudiciais ao consumidor que podem ser encontradas nos contratos bancários. Algumas são constatadas com mais frequência. Abordamos esse tópico em um artigo recentemente em nosso Blog no qual tratamos se escancarar as 5 principais armadilhas que se possa haver em um financiamento, e dentre elas estão as tarifas mais utilizadas para prejudicar o consumidor.

Acesse e confira nossas dicas: https://obomacordo.com/2018/12/11/5-dicas-fundamentais-para-evitar-armadilhas-em-um-financiamento-de-veiculo/

 

Caso você perceba que há uma cobrança exagerada e desconfie que esteja bem acima da média no financiamento, não aceite de forma alguma ser prejudicado dessa forma, pois está pagando juros abusivos que é considerado uma prática ilegal perante a lei.

E caso você queira consultar se realmente há juros abusivos no seu financiamento, deve procurar um dos nossos profissionais especializado para realizar uma revisão contratual, assim você poderá confirmar e nós daremos entrada ao processo.

Portanto se você financiou um veículo e acha que está pagando muito alto nas parcelas faça agora mesmo uma simulação gratuita aqui e descubra se existem Juros Abusivos em seu financiamento. Ou converse com um de nossos especialistas

No OBomAcordo.com você encontra profissionais peritos que farão uma análise minuciosa no seu contrato com intuito de eliminar essas cobranças indevidas e Reduzir as Parcelas do Financiamento do seu Veículo. Você pode fazer agora mesmo uma simulação gratuita acessando o nosso site e descobrir, dentro de poucos instantes, o quanto pode ser reduzido dos seus valores em aberto.

Se esse artigo foi útil de alguma forma para esclarecer suas dúvidas, compartilhe com seus colegas, alguém pode estar passando pelo mesmo problema. Continue acompanhando nosso Blog que semanalmente trazemos conteúdos de extrema importância.